Arquivo da Tag: "PRIVATIZAÇÃO"
21
04

Plano de privatizações de Guedes esbarra em resistência nos ministérios

Por Estadão Conteúdo

 

Nem a condição de “superministro” de Paulo Guedes tem sido suficiente para convencer colegas da necessidade de privatizar estatais para enxugar a máquina pública e reduzir gastos. Empresas do topo da lista para serem vendidas ou fechadas estão até mesmo recebendo novos funcionários. As maiores resistências vêm dos ministérios de Ciência e Tecnologia, Agricultura, Minas e Energia e Infraestrutura.

 

O plano de privatizações é um dos pilares da política econômica de Guedes, que chamou o empresário Salim Mattar, dono da Localiza, para levar adiante a desestatização. A meta é obter neste ano receita de US$ 20 bilhões. Desse valor, o governo diz ter cumprido mais da metade, com US$ 11,4 bilhões em desestatizações e US$ 646 milhões em desinvestimentos. Boa parte é de concessões gestadas em governos anteriores. (mais…)

21
04

Para ministro, não pode haver ‘precipitação’ nas privatizações

Por Estadão Conteúdo

 

Dentro do plano de enxugar a máquina pública, a equipe econômica do governo quer privatizar os Correios e liquidar a Ceitec, empresa responsável pela produção de chips de monitoramento de animais e medicamentos. Só os Correios têm mais de 100 mil funcionários e acumulam prejuízos nos últimos anos. Mas o Ministério da Ciência e Tecnologia, comandado por Marcos Pontes, tem defendido maior reflexão sobre a estratégia para as empresas que estão sob sua tutela.

 

Pontes disse ao Estado que não é contra o programa de privatização e que está “alinhado” às diretrizes de Guedes, mas defende que a decisão deve ser baseada em fatos, números e um plano de negócios bem estruturado, que leve em conta as necessidades estratégicas do País, o retorno para o governo e “principalmente” a garantia dos direitos dos servidores. “É uma decisão importante que afeta dezenas de milhares de famílias e precisa ser feita de forma responsável e lógica, sem precipitação”, afirma.

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24
01

Mourão descarta privatização dos Correios; ‘Por enquanto, não’

Hamilton Mourão

Foto: Estadão/Futura Press/ Fátima Meira

Por Estadão Conteúdo

 

O presidente em exercício da República, Hamilton Mourão, descartou a possibilidade de privatização imediata dos Correios. Na manhã desta quinta-feira, 24, ele foi a uma cerimônia de comemoração dos 365 anos do órgão e homenagem ao Dia do Carteiro em Brasília.

 

“Por enquanto, não”, respondeu Mourão, quando questionado se era a favor da privatização da estatal.

 

Durante a campanha eleitoral, o presidente Jair Bolsonaro declarou que os Correios tinham “grande chance” de entrar em um programa de privatizações.

 

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22
05

Bolsonaro diz, em sabatina, que ‘tem evoluído’ no posicionamento econômico

Por Estadão Conteúdo

 

Pré-candidato do PSL à Presidência da República, o deputado Jair Bolsonaro (RJ) afirmou nesta terça-feira, 22, que seus posicionamentos sobre a economia têm “evoluído” ao longo do tempo e que o intuito é se aproximar do pensamento defendido pelo economista de orientação liberal Paulo Guedes, que o assessora na campanha, mas de forma a encontrar um “meio termo”, como no tocante às privatizações.

 

“Tenho consciência que temos que nos aproximar das ideias do Guedes. Não 100%, mas quem sabe 95%”, afirmou Bolsonaro, em sabatina promovida pela rádio Jovem Pan.

 

Bolsonaro foi questionado sobre se as ideias econômicas que tem defendido nessa corrida presidencial não contrastam com seu histórico parlamentar, com a defesa de visões setoriais, principalmente relacionadas às Forças Armadas, e estatizantes. O parlamentar fluminense retrucou e disse que tem “evoluído” em alguns posicionamentos e deu como exemplo sua atuação em relação à área de petróleo e gás. Em 2016, na votação que retirou a obrigatoriedade da Petrobras para operar os campos do Pré-Sal, Bolsonaro votou a favor. (mais…)

19
05

Eleição no Conselho pode pôr em risco privatização da Eletrobras

Por Estadão Conteúdo

 

A eleição do vice-presidente do Conselho de Administração da Engie Energia, Manoel Zaroni, para o Conselho de Administração da Eletrobras, na última assembleia da estatal, poderá atrapalhar o processo de privatização da empresa, avaliaram especialistas, que veem na decisão um claro descumprimento da Lei das Sociedades Anônimas.

 

A presença de Zaroni no Conselho pode, por exemplo, suscitar ações de outras companhias que se sentirem preteridas nas negociações dos ativos a serem colocados à venda pela estatal. Com capacidade instalada de 11 mil megawatts, a Engie é a maior geradora privada de energia no País e já declarou interesse em ativos da Eletrobras.

 

A Assembleia Geral Ordinária da estatal dispensou Zaroni de atender ao artigo da Lei das Sociedades Anônimas que trata de conflito de interesses na eleição de membro do Conselho. O BNDES um dos acionistas da estatal, se absteve de se manifestar em relação à dispensa.

 

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26
02

Alckmin: “Sou favorável à privatização da Petrobras”

Rovena Rosa/Agência Brasil

Por Estadão Conteúdo

 

O governador de São Paulo e pré-candidato à Presidência, Geraldo Alckmin (PSDB), disse ser favorável às privatizações de estatais brasileiras, desde que o processo seja amplamente fiscalizado e embasado por um marco regulatório robusto. Durante entrevista para o Canal Livre, da Band, transmitida na madrugada desta segunda-feira, 26, Alckmin defendeu inclusive a privatização da Petrobras, com a ressalva de que “é preciso discutir a modelagem” do negócio.

 

Alckmin foi questionado no programa sobre como seria sua postura diante do tema privatização durante as eleições e em um eventual mandato como presidente. Os entrevistados lembraram da campanha de 2006, em que Alckmin se posicionou contra a privatização de estatais. Em resposta, o governador de São Paulo disse que ele não se posicionou contra, mas combateu o que ele chamou de mentira de seu então adversário, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Meu adversário naquela época, o Lula, disse que eu iria privatizar o Banco do Brasil. Não iria e nem irei. Mas apoio a privatização em alguns momentos porque o Estado não tem de ser empresário”, defendeu.

 

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26
01

PDT entra com ação no Supremo contra MP que permite privatização da Eletrobras

Por Estadão Conteúdo

 

O Partido Democrático Trabalhista (PDT), de oposição ao governo atual, entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a Medida Provisória 814/2017, que autoriza o processo de privatização da Eletrobras e suas subsidiárias. A MP já está suspensa por uma decisão da primeira instância da justiça, a qual o governo e a Câmara dos Deputados tentam derrubar no STF através de duas reclamações, que ainda não tiveram decisão pela Corte.

 

Na segunda, 22, o governo federal formalizou o envio ao Congresso Nacional do projeto de lei sobre a privatização da Eletrobras. A matéria segue para o Congresso em regime de urgência, para que a tramitação ocorra em 45 dias.

 

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23
01

Privatização da Eletrobras chega ao Congresso em meio à batalha judicial

Por Karine Melo

Agência Brasil

 

Na volta do recesso parlamentar, um dos temas que deve esquentar o debate entre os parlamentares é a proposta de privatização da Eletrobrás, encaminhada essa semana pelo governo ao Congresso. O texto chega para ser inicialmente apreciado pela Câmara dos Deputados, em meio a uma batalha judicial.

 

Para abrir caminho para o processo, no final de dezembro de 2017 o presidente da República, Michel Temer editou a Medida Provisória (MP) 814/17,  que retirava de uma das leis do setor elétrico a proibição de privatização da Eletrobras e suas subsidiárias.  Dias depois, no início de janeiro, o juiz Carls Kitner, da Justiça Federal em Pernambuco, concedeu uma liminar suspendendo o artigo o sobre  a Eletrobras.

 

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01
09

Depois de 13 anos de processo, privatização do IRB-Brasil será concluída até outubro

Por Wellton Máximo

Agência Brasil

Brasília – Depois de um processo que durou 13 anos, a privatização do Instituto de Resseguros do Brasil (IRB-Brasil) será concluída nos próximos 30 dias. Segundo o Ministério da Fazenda, pasta à qual o IRB-Brasil ainda está vinculado, o órgão passará para a iniciativa privada até 1º de outubro, quando devem ser finalizados os últimos trâmites burocráticos. (mais…)

15
08

PSDB ironiza Dilma por aderir ao “programa de privatizações”

SÃO PAULO, SP (Folhapress) – O presidente do PSDB, Sérgio Guerra, divulgou uma nota para ironizar a presidente Dilma Rousseff pelo pacote de concessões lançado hoje. “O PSDB sempre colocou os interesses dos brasileiros acima dos interesses partidários. Por isso, cumprimenta a presidente Dilma por ter aderido ao programa de privatizações, há anos desenvolvido pelo partido, como um dos caminhos para acelerar os investimentos em infraestrutura”, afirma o tucano

O governo anunciou um pacote para duplicar 5.700 quilômetros de rodovias e construir 10 mil quilômetros de ferrovias, passando ao setor privado concessões estimadas em R$ 133 bilhões ao longo dos próximos 30 anos. Desse total, serão R$ 42 bilhões em investimentos em rodovias e R$ 91 bilhões em ferrovias.

Além dos 5.700 quilômetros de rodovias que serão construídos, outros 1.800 quilômetros de estradas que já foram duplicadas pelo governo serão concedidos para empresas privadas fazerem a manutenção e gestão.

Na nota, o PSDB diz lamentar a demora do governo para tomar a iniciativa. “Porém, reconhecemos que esta mudança de rumo adotada pelo governo significa avanços para o país. Sabemos que a presidente poderá ser cobrada por adotar medidas opostas às que defendeu em sua campanha eleitoral de 2010.”

Em discurso, Dilma já havia rebatido as críticas ao dizer que o governo não está se desfazendo de patrimônio público. “Estamos fazendo parceria com o setor privado para beneficiar a população, para saldar uma dívida de décadas e um atraso nos investimentos, e assegurar o menor custo logístico”, afirmou a presidente.

Na avaliação de Dilma, o governo federal considera “essenciais” parcerias com o setor privado para alavancar o crescimento do país.

Após o lançamento do plano, Dilma afirmou a jornalistas que a avaliação de que o programa representa privatizações é “absolutamente falsa”.

“É um resgate da participação do investimento privado em ferrovias, mas é também o fortalecimento das estruturas de planejamento e de regulação”, afirmou.

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