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19
09

“Renovado”, TCE discute suplementação à Câmara

Presidente em substituição legal do Tribunal de Contas do Estado (TCE), o conselheiro Campos Neto confirmou para a próxima quinta-feira (21) a primeira sessão plenária após o afastamento de cinco dos seis conselheiros da Corte de Contas, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Em pauta, 19 processos, alguns que seriam julgados na última semana, mas não foram por conta da Operação Malebolge.

 

 

Cautelar
Entre os assuntos que serão tratados pelos conselheiros está a homologação da liminar concedida pelo conselheiro interino Luiz Carlos Pereira, que suspendeu, por conta de indícios de irregularidades, o envio por parte da Prefeitura de Cuiabá de R$ 6,7 milhões à Câmara Municipal.

 

 

Normalidade
Dentro do TCE, a ordem é tentar retomar a normalidade, depois do strike feito pelo STF, que de uma só vez afastou os conselheiros Antonio Joaquim, Waldir Teis, Valter Albano, José Carlos Novelli e Sérgio Ricardo, todos citados na delação premiada do ex-governador Silval Barbosa (PMDB).

 

 

Sem mudança
Quem acredita que a nova procuradora-geral da República, Raquel Dodge, mudará drasticamente os rumos de acordos de colaboração premiada de políticos e empresários de Mato Grosso pode tirar o cavalo da chuva. Ainda que talvez em um ritmo mais lento, as delações em fase adiantada deverão ser levadas a cabo.

 

 

Juntos
A propósito, Dodge já atuou juntamente com o hoje governador de Mato Grosso, Pedro Taques (PSDB). Os dois fizeram parte da força-tarefa para investigar o esquadrão da morte comandado pelo ex-coronel da PM e ex-deputado federal Hildebrando Pascoal.

 

 

Sem sossego
Os políticos citados na delação de Silval que não foram afastados pelo STF ainda estão com as barbas de molho. Isso porque o Ministério Público Estadual (MP) dá todas as indicações de que, tão logo as provas forem compartilhadas, novos pedidos de afastamento serão protocolados. Pode não dar certo, mas gera mais um desgaste.

 

 

Chuteira nova
Apontado como um provável candidato nas eleições do ano que vem, o hoje secretário de Assuntos Estratégicos de Várzea Grande, Jayme Campos (DEM), admitiu pela primeira vez que pode entrar na disputa. Ileso no mar de delações premiadas, ele disse que está de “chuteira nova’, pronto para entrar no jogo.

 

 

Espera
Embora tenha afirmado na semana passada que se reuniria nesta segunda-feira (18) com o secretário Carlos Avalone (PSDB), o governador Pedro Taques (PSDB) viajou sem falar com seu auxiliar sobre os mandados de busca e apreensão decorrentes da Operação Malebolge. Se o encontro ocorrer, só será realizado na próxima semana, uma vez que o governador só retorna à Capital no sábado (23).

 

 

Sem julgamento
Fontes ligadas ao Palácio Paiaguás afirmam, no entanto, que a tendência é que Avalone, alvo de mandado de busca e apreensão na investigação da Polícia Federal, permaneça. Vale lembrar que o secretário ainda não foi sequer denunciado, ou seja, não é réu e não pode se defender das acusações.

 

 

Na estrada
O presidente da Bolívia, Evo Morales, deve anunciar nos próximos dias o início das obras de pavimentação da estrada que liga o município de San Matías a Santa Cruz de la Sierra. Quando esta obra estiver pronta, Mato Grosso terá uma ligação asfaltada até o Oceano Pacífico. Além de poder acessar os portos, o Estado ganha um novo corredor para fazer negócios.

 

 

18
09

Deputados decidirão se Fabris fica preso

Caberá aos deputados estaduais decidirem se o deputado afastado Gilmar Fabris (PSD) permanece ou não preso. Conforme a Constituição, os parlamentares têm até 45 dias, após a comunicação da prisão, para votarem a sustação ou não do decreto prisional. A expectativa é que o presidente da Assembleia, Eduardo Botelho (PSB), coloque o assunto em votação ainda nesta semana.

 

 

 

Sinuca de bico

Qualquer que seja o resultado da votação, o episódio traz um novo desgaste para o Legislativo, fortemente debilitado após a revelação da delação do ex-governador Silval Barbosa (PMDB). Se “soltarem” Fabris, os parlamentares serão duramente criticados. Se o mantiverem preso, abrem um precedente para uma situação que pode afetá-los no futuro. A tendência, no estanto, é de que votem pela  libertação doparlamentar. Sobre o afastamento de Fabris, isso apenas o Supremo Tribunal Federal (STF) pode rever.

 

 

 

Ao trabalho

Embora adote a cautela para falar da situação de Fabris, Botelho afirma que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece um teto para os gastos públicos seguirá o cronograma anteriormente estabelecido. Para o parlamentar, é trabalhando que a Assembleia sairá da crise.

 

 

 

Rota de colisão

O procurador-geral de Justiça, Mauro Curvo, e o desembargador Orlando Perri estão em rota de colisão. O embate se dá por conta da investigação de uma central de interceptações telefônicas clandestinas, no âmbito da Polícia Militar. Relator da investigação. Perri cobra do Ministério Público celeridade na apuração.

 

 

 

Na segunda

A permanência do secretário de Desenvolvimento Econômico, Carlos Avalone (PSDB), no staff do governador Pedro Taques (PSDB) é da como certa. Avalone foi alvo de mandados de busca e apreensão durante a Operação Malebolge.

 

 

 

Fim de semana

Desde que um vídeo em que o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB), aparece enchendo os bolsos com maços de dinheiro foi revelado, o peemedebista fez importantes alterações em sua agenda. Compromissos externos somente aos finais de semana, quando a mobilização da imprensa, que ainda aguarda uma explicação por parte do político sobre o caso, é menor.

 

 

 

Na carne

Agentes do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) prenderam um policial lotado no próprio grupo por suspeitas de que ele tentou negociar informações das investigações relacionadas com a Operação Convescote. O fato mostra que o Gaeco está disposto a cortar na própria carne se encontrar suspeitas de atos ilícitos, embora no caso dos grampos…

 

 

 

Mais um

O doleiro Lúcio Funaro foi mais um a confirmar um esquema envolvendo a JBS e o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) para a concessão de incentivos fiscais mediante o pagamento de propina. Preso por conta da Operação Lava Jato, Funaro firmou um acordo de colaboração com o Ministério Público Federal (MPF).

 

 

 

Barulho

Os vereadores de oposição ao prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB) prometem fazer barulho ao longo da semana para tentar mais apoios na abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a conduta do prefeito. Há pelo menos três parlamentares quase convencidos da necessidade de realizar a investigação. Se dois deles de fato “mudarem de lado”, a oposição passa a contar com as nove assinaturas necessárias.

 

 

 

13
09

PEC do Teto de Gastos começa a ser debatida

A PEC do Teto de Gastos, que prometia um forte embate com a oposição na Assembleia e com setores do funcionalismo, não deverá sofrer tanta resistência assim.  É que a PEC não trata do polêmico aumento da alíquota da previdência e, além disso, garante o RGA – Reajuste Geral Anual e mantém as leis de carreira.

 

Sem congelamento

O discurso de congelamento dos salários pelos próximos dois anos, que mobilizaria o funcionalismo, está fora da pauta. E o debate sobre a Previdência ficou reservado para um projeto exclusivo.

 

Sem cargos

A PEC proíbe a concessão de novas leis de carreira que onerem a folha, a criação de novos cargos, aumento real de despesas de qualquer natureza. Mas não mexe em direitos já conquistados pelos servidores.

 

Sem custeio

O foco das resistências deve se resumir às manobras oposicionistas e a insatisfações pontuais, como as do Judiciário, que tem recursos para construir novos fóruns, mas não poderá, de acordo com a PEC, aumentar suas despesas com pessoal e custeio.

 

Só a inflação

No que diz respeito ao duodécimo, pelo menos aparentemente, deve prevalecer o entendimento de que os valores a serem repassados ficarão nos níveis de 2016, acrescidos apenas da inflação.

 

Sem pedágio

O excesso de arrecadação – que hoje precisa ser partilhado com todos os poderes e instituições-, quando ocorrer, ficará em sua maior parte com o Executivo. Apenas 20% do excesso de arrecadação serão utilizados para a quitação dos R$ 320 milhões de duodécimos atrasados.

 

Muito dinheiro

Com a PEC, o governo vai deixar de desembolsar pelo menos R$ 1 bilhão no período, o equivalente ao orçamento de um ano do Judiciário. Não é pouco dinheiro.

 

Busca de eficiência

A economia de recursos não é o único ponto relevante da PEC. A emenda vai obrigar a adoção de uma mudança de cultura na gestão pública: o que hoje é lastreado na busca de soluções para aumentar a arrecadação passará a ser assentado na busca da eficiência dos gastos.

 

Salários em dia

Outro aspecto a ser considerado é que o ajuste fiscal promovido pela PEC do Teto de Gastos vai garantir o pagamento dos salários do funcionalismo em dia nos próximos anos. Sem a PEC, o Estado vai se afundar numa inadimplência semelhante à enfrentada pelos Estados do Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, onde se acumulam meses de vencimentos atrasados.

 

Tramitação organizada

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (PSB), tratou de organizar a tramitação da PEC e estabeleceu um calendário que começa agora com 10 sessões para discussão, instituição da Comissão Especial que vai analisar a emenda, audiência pública para debate com a sociedade até culminar na votação da PEC pelo plenário, que deve ocorrer no dia 19 de outubro.

 

Articulador

Botelho tem se destacado na condução do Legislativo por sua capacidade de articulação. Conciliador, o presidente da Casa tem conseguido conduzir bem temas polêmicos e ajudado bastante o governo, como aconteceu no último debate sobre o RGA. A PEC do Teto de Gastos será um novo desafio, pois Botelho terá que administrar interesses do Judiciário e das instituições sem deixar que a emenda seja desfigurada.

12
09

Depois do TJ, TCE barra repasse milionário à Câmara

Depois que o vereador Felipe Wellaton (PV) conseguiu impedir na Justiça a suplementação de mais de R$ 6,7 milhões feita pelo prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB) para a Câmara Municipal, foi a vez do Tribunal de Contas do Estado (TCE) barrar o repasse. A decisão é do conselheiro interino Luiz Carlos Pereira, atendendo ao Ministério Público de Contas (MPC).

Desgaste

A medida aumenta ainda mais o desgaste de Pinheiro, que até o momento não falou de forma clara e direta sobre as imagens em que aparece enchendo os bolsos com maços de dinheiro vivo, entregues pelo chefe de gabinete do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), Sílvio Cezar Corrêa Araújo.

 

Cortes

Por conta da ausência destes recursos, o presidente da Câmara, Justino Malheiros (PV), já admite a possibilidade de exonerar quase 400 servidores comissionados como forma de conseguir fechar o orçamento do Legislativo da Capital para este ano.

Sem afastamento

Pinheiro chegou a falar com a imprensa durante o feriado, quando visitava algumas obras, mas nada de concreto disse. “Sou advogado e sei conduzir isso juridicamente. Tudo vai ser esclarecido. Essa é a linha de defesa”, desconversou o prefeito, que não pode ser punido pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) por estar afastado da advocacia.

Fatiamento

Embora o desembargador Márcio Vidal tenha afirmado que o Supremo Tribunal Federal (STF) já fez o “fatiamento” da delação de Silval, informações diretas do gabinete do ministro Luiz Fux, que homologou o acordo, dizem exatamente o contrário. “Não há nenhuma sinalização neste sentido”, informou um servidor do gabinete do magistrado.

Ao trabalho

Também atingidos pela delação de Silval, alguns deputados estaduais estão com dificuldade de retomar os trabalhos na Assembleia Legislativa. Prevendo problemas na aprovação da PEC do teto dos gastos, o governador Pedro Taques (PSDB) pediu ao presidente do Legislativo, Eduardo Botelho (PSB), foco da Casa de Leis para a apreciação da matéria.

No tempo

Botelho, por sua vez, se comprometeu a montar um cronograma de trabalho de forma a balizar a tramitação da matéria na Casa de Leis. Resta saber se novos fatos, operações e outras coisas mais não vão colocar o Legislativo em nova paralisia.

Não aguenta

A vida dos políticos flagrados nas imagens entregues por Sílvio à PGR mudou drasticamente. Um deles, inclusive, não aguentou e partiu para o ataque em um grupo de whatsapp, instantes após a publicação de uma imagem brincando com o político. Ele ameaçou deixar o grupo se as piadas prosseguissem.

 

Suspenso

O juiz federal Ciro Arapiraca ampliou por mais 30 dias a suspensão do contrato das obras de implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). A negociação para a retomada das obras entre o Estado e o consórcio construtor azedou depois que a Polícia Federal deflagrou a Operação Descarrilho.

 

Sem bloqueio

Embora tenha aceito os argumentos da Procuradoria Geral do Estado (PGE) ao manter a suspensão do contrato, Arapiraca rejeitou o pedido para o bloqueio de recursos do Consórcio VLT.

08
09

Nova licitação deverá ser a saída para o VLT

Depois de romper as negociações com o Consórcio VLT, o Governo de Mato Grosso deve seguir pelo caminho da realização de uma nova licitação para a contratação de uma empresa que conclua a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), ligando Cuiabá e Várzea Grande. Parece que a chamada PPP – Parceria Público Privada – não agrada ao Paiaguás.

 

Operação

Além de aumentar a dificuldade em prosseguir com as tratativas do consórcio, a Operação Descarilho “virou o jogo” da negociação. Se antes, além dos custos da nova licitação e do término das obras, o Estado teria que pagar um imenso passivo corrigido, por conta da Lei Anticorrupção o consórcio poderia ser obrigado a indenizar o Estado, minimizando assim o valor a ser gasto.

 

Descartado

Ainda não há uma definição a respeito deste assunto, até porque o contrato com o consórcio segue suspenso por decisão da Justiça Federal. No entanto, a única certeza é que a troca do modal, para o Bus Rapid Transport (BRT), como defendiam algumas pessoas, está descartada.

Temor

Já nos corredores dos Ministérios Públicos, a preocupação agora é saber dos efeitos que a revelação de diálogos gravados entre o empresário Joesley Batista e o executivo Ricardo Saud terá em futuros acordos de colaboração premiada. A tendência é que a cautela seja adotada em relação ao tema.

 

Vítima

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, afirmou ser vítima de uma “grande desordem institucional” em  Mato Grosso. Embora não tenha sido citado pelo ex-governador e delator Slval Barbosa (PMDB), uma publicação nacional publicou reportagem tratando de “conexões” entre o magistrado e diversos políticos.

 

Na ponta da língua

Este sim citado na delação de Silval, o presidente da Assembleia Legislativa (AL), Eduardo Botelho (PSB), veio a público rebater as acusações do político. Ao invés de falar em armação, ele explicou ponto a ponto cada um dos trechos em que aparece nos apensos.

 

Calma

Como previsto, o parlamentar afirmou que a respeito dos colegas citados na delação de Silval é preciso aguardar as investigações do caso, que tramita no STF, antes de tomar qualquer decisão. Ele também negou que haja o pagamento de qualquer mensalinho aos parlamentares atualmente.

 

Notificação

O procurador aposentado Francisco Gomes de Andrade Lima Filho, o Chico Lima, estaria se furtando de receber a notificação para depor em um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) que pode cassar a sua aposentadoria. A informação consta no Diário Oficial que circulou nesta quarta-feira (6).

 

Dólar

O Governo do Estado pagou nesta quarta-feira a segunda parcela anual da dívida contraída junto ao Bank of America. Segundo a Secretaria de Fazenda (Sefaz-MT) o valor chegou a R$ 111,446 milhões, com o dólar cotado a R$ 3,118. O contrato foi firmado em 2012 e o pagamento segue até 2022.

 

Peru

O ministro Blairo Maggi irá chefiar mais uma missão oficial do Mapa, desta vez para o Peru. Na pauta das reuniões a exportação de carne suína in natura, de mel e derivados, embriões bovinos, entre outros produtos. Na ocasião será discutida a banda de preços (compromisso assumido na OMC) para produtos amparados pelo acordo Mercosul/Peru. Na próxima segunda-feira haverá uma reunião com a embaixada para tratar da realização de um seminário empresarial.

06
09

Câmara renova título de “Casa dos Horrores”

Depois que foram reveladas imagens do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB), recebendo dinheiro do chefe de gabinete do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), a Câmara Municipal se esforçou em recuperar o título que os vereadores queriam sepultar, o de “Casa de Horrores”.

 

 

Arquivamento

Sob o argumento de falta de provas, os parlamentares arquivaram um pedido de impeachment de Pinheiro, protocolado por um servidor público, como se o vídeo não fosse auto-explicativo. Além disso, os vereadores trabalharam para manter no máximo sigilo a tramitação do pedido. Boa parte da imprensa só soube disso minutos antes do início da sessão.

 

 

Convocação

Outro pedido enterrado pela base de apoio foi o documento apresentado pelo vereador Gilberto Figueiredo (PSB), que cobrava a presença do chefe do Executivo em plenário para, enfim, fazer algo que ele deve todos os dias enquanto agente público: explicar o contexto das imagens e os motivos pelos quais encheu os bolsos com maços de notas.

 

 

Por escrito

A alegação da Mesa Diretora para este arquivamento foi a falta de previsão legal para este tipo de pedido e Figueiredo terá que formular as perguntas por escrito ao prefeito, que poderá responder, se quiser, também por escrito.

 

 

Na Justiça

Embora tenham o papel de fiscalizar os atos da gestão e as ações de quem quer que ocupe a cadeira do prefeito, o Legislativo está delegando seu papel ao Poder Judiciário. Além da possibilidade de Pinheiro ser afastado por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, uma ação civil foi protocolada pelo vereador Felipe Welaton (PV), um dos principais defensores da saída do peemedebista do cargo.

 

 

Perdedor

Não há dúvidas de que o maior “perdedor” com a delação de Silval foi Pinheiro. Ele viu sua carreira política, que havia atingido no ano passado, com boa estratégia e uma dose de sorte, um novo patamar, ruir. Entre os políticos esta é a avaliação majoritária.

 

 

 

Silêncio

Quem também tem tentado adotar o silêncio é o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Eduardo Botelho (PSB). De volta ao trabalho, ele só se manifestará sobre os parlamentares flagrados, citados e denunciados na delação de Silval nesta quarta-feira (6).

 

 

Espera

A pessoas próximas, Botelho teria adiantado que ao Legislativo caberá aguardar as investigações do caso, que tramita no STF, antes de tomar qualquer decisão. Até porque, se a Casa decidir processar todos os envolvidos por uma eventual quebra de decoro, seria difícil reunir deputados para realizar estes “julgamentos”.

 

 

Armação

Entre os flagrados nos vídeos gravados por Sílvio Cezar Corrêa Araújo, o deputado José Domingos Fraga (PSD), aparentava enorme abatimento ao circular pelo Legislativo. Aos jornalistas, ele admitiu ter chorado com as imagens e disse que se trata de armação.

 

 

 

Contas

Ainda que seja uma armação e os fatos possam ser esclarecidos, é certo que Fraga não conseguirá concretizar um sonho que acalenta há vários anos, deixar o Parlamento e se tornar conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE).

 

 

05
09

Por governabilidade Pinheiro mexe em staff

O prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB) começou a fazer mexidas em seu secretariado. O primeiro a deixar o cargo é o titular da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), Antenor Figueiredo. A exemplo da ex-secretária de Educação, Mabel Strobel, a saída se dá por meio de licença.

 

 

Festa

Nos corredores da Câmara Municipal o clima era de alegria pela queda de Figueiredo. Ele era o principal alvo de reclamações por parte dos vereadores, por conta de seu baixo índice de resolutividade. Os parlamentares são cobrados, na maioria dos casos, por questões relacionadas a serviços urbanos, obras e mobilidade.

 

 

De novo

Esta não é a primeira vez que Figueiredo deixa a Semob. Na gestão do ex-prefeito Mauro Mendes (PSB), ele foi rifado no meio de uma reforma administrativa, exatamente por sua dificuldade em dar andamento às demandas. O grande legado do ex-secretário na gestão passada foi a chamada “barriga de sucuri”, pintada no corredor de ônibus da avenida Getúlio Vargas.

 

 

Mínimo

Emanuel deverá promover mais mudanças em seu staff, mas isso ainda não está fechado. Ele deverá tentar acalmar sua base de apoio com trocas em secretarias adjuntas, com menos poder e visibilidade. No entanto, os parlamentares não parecem dispostos a aceitar a proposta, exigindo a titularidade das pastas.

 

 

Oculto

Um personagem oculto na delação do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) pode aparecer a qualquer momento. Informações vindas diretamente de Brasília dão conta que procuradores já estão “juntando os fatos” a respeito desta pessoa, inclusive com fotos de eventos públicos muito mal explicados. A conferir.

 

 

Efeito Joesley

Delatados por Silval, muitos políticos vibraram com a informação de que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, admitiu a possibilidade de cancelar o acordo de colaboração dos irmãos Batista por omissão de crimes. Eles agora buscam algum fato que não tenha sido narrado pelo ex-governador para tentar colocar em xeque a colaboração do peemedebista.

 

 

Cada vez mais

Já no Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) chama a atenção o número de pessoas que busca os promotores dispostas a colaborar com a Operação Convescote. O Gaeco, que já contava com um farto volume de provas sobre esta investigação, possui agora ainda mais material. Novas fases virão em breve.

 

 

 

Detran

Nos corredores do MP o clima é de expectativa pelo envio do material revelado pelo irmão do ex-governador, Antônio Barbosa. As revelações do irmão do peemedebista têm destino certo, investigações que tramitam no Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco) com base no acordo de colaboração do ex-presidente do Detran, Teodoro Lopes, e envolvem políticos com prerrogativa de foro.

02
09

Vereadores começam a pressionar Emanuel

Depois de impedirem a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB), os vereadores da base governista começam a pressionar por cargos e mudanças em secretarias. Os pedidos ainda são tímidos, mas tendem a ser intensificados nos próximos dias.

 

Governabilidade
A tendência é que a situação piore, uma vez que devem tramitar pela Casa de Leis projetos importantes para o Executivo. A governabilidade de Pinheiro neste momento praticamente não existe e só se dá porque os vereadores ainda não subiram o tom dos pedidos, o que ocorrerá em breve.

 

Nas cordas
Flagrado enchendo os bolsos do seu paletó com maços de dinheiro entregues pelo ex-chefe de gabinete do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), Emanuel Pinheiro não consegue deixar as cordas. Depois de duas tentativas de desqualificar as imagens, ele não fez nenhum pronunciamento público a respeito deste assunto. Pinheiro ainda virou chacota nacional, com destaque no programa do humorista Fábio Porchat.

 

Imagem
O problema de Pinheiro só piorou quando veio a público que, dias após a base ter enterrado a CPI, o Executivo suplementou o orçamento da Câmara em mais de R$ 6,7 milhões. Para completar, o dinheiro repassado ao Legislativo foi tirado de programas sociais e de obras de pavimentação asfáltica.

 

Sem China
Quando o vídeo foi revelado em rede nacional, Emanuel estava em viagem aos Estados Unidos, onde foi “vender” as potencialidades de Cuiabá. Ele teria outra viagem marcada, desta vez para a China, mas a agenda já teria sido cancelada, por conta da crise política.

 

Afastamento
Ainda que tenha se salvado, por enquanto, da cassação, o peemedebista corre o risco de ser afastado do cargo por decisão do ministro do STF, Luiz Fux, que homologou os acordos de colaboração e é o relator das investigações. A chance, dizem juristas, é remota, mas existe.

 

Parado
Passados sete dias da revelação do teor da delação do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), seus familiares e seu ex-chefe de gabinete, que acertaram em cheio a classe política e o setor econômico de Mato Grosso, o clima no Estado é de apreensão. “Ninguém se mexe, porque não sabe no que tudo isso vai dar”, explicou um político com mandato que (ufa!) não foi citado nas delações.

 

Sem teto
Prova disso é que até o momento os deputados estaduais, muitos citados nas colaborações, não avançaram absolutamente nada nas discussões da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que estipula um teto nos gastos públicos e precisa ser aprovada em breve para que o Estado consiga renegociar suas dívidas com a União, conseguindo assim fôlego para honrar seus compromissos.

 

Reforma
Por outro lado, as informações de que setores econômicos pagavam propina pela manutenção da chamada simplificação tributária deverão arrefecer  o lobby contrário às mudanças propostas pelo governador Pedro Taques (PSDB) por meio da reforma tributária.

 

Sumiu
O único problema, neste caso, é que ninguém sabe em que pé está a discussão. Depois de ver a proposta naufragar no final do ano passado, o Executivo prometeu rediscutir os termos da proposta no primeiro semestre deste ano e encaminhar um texto-base ao Legislativo a tempo de serem realizadas discussões ainda este ano. Até agora, nada.

01
09

MT: Promotor Roberto Turin elenca crimes supostamente cometidos por Emanuel Pinheiro

1O promotor de Justiça, e presidente da Associação dos Membros do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (AMMP), Roberto Turin, elencou os supostos crimes cometidos pelo prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB), ao receber “mensalinho”. O gestor foi flagrado em vídeo, exibido pelo Jornal Nacional, no qual enche os bolsos de paletó com maços de dinheiro, para apoiar o ex-governador Silval Barbosa (PMDB).

 

LEIA A MATÉRIA NA ÍNTEGRA AQUI.

 

 

01
09

MT: “Se quiserem o meu cargo, entrego na hora”, diz Maggi sobre pressão do “Centrão”

1Por Pablo Rodrigo

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Blairo Maggi (PP), disse que está preparado para deixar o cargo. A declaração ocorre após alguns lideres dos partidos que dão sustentação ao governo do presidente Michel Temer (PMDB), começarem a pressionar o PMDB por mais espaço.

 

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