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Milho deve ter preço melhor este ano, avalia o secretário de Política Agrícola

Por Mauro Camargo

 

O preço do milho deve atingir patamares mais elevados este ano em razão da redução da produção. O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Neri Geller, divulgou na manhã desta quinta-feira (11),  4º levantamento da Safra 2017/18 e previu queda de 5 milhões de toneladas de milho.

 

“O cultivo do milho perdeu espaço para a soja”, disse Geller, ao estimar a produção do grão em 25,1 milhões de toneladas na primeira safra, de acordo com dados da Conab.

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Blog do Mauro no Hipernotícias

 

Ataques a Blairo misturam “alhos com bugalhos”

Já virou rotina. Basta surgir uma informação a respeito das articulações para as eleições de 2018 que envolvem o ministro Blairo Maggi (PP) que a imprensa nacional parte para o ataque com ilações, suposições ou requentando episódios do passado. Desta vez, Blairo foi acusado de ser beneficiário da liberação (que nào aconteceu) de uma estrada em troca dos votos a favor do presidente Michel Temer (PMDB) por parte da bancada ruralista.

 

Duas casas

Em primeiro lugar, é preciso usar de forte imaginação para juntar o fato – sem entrar no mérito da liberação, que depende de licenciamento ambiental – envolvendo um ministro que é senador licenciado com o apoio de deputados federais ao relatório do deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG). Trata-se de duas casas legislativas distintas e, como já foi visto em outros episódios, independentes entre si.

 

Muito grande

Em segundo lugar, a bancada ruralista, como são chamados os representantes do agronegócio na Câmara dos Deputados, é composta por mais de uma centena de parlamentares, com convicções e demandas distintas, ainda que tratem do mesmo tema. Portanto, não se mostra plausível a tese levantada pela imprensa nacional, mais uma vez.

 

No caminho

Claro que a ilação não ocorreu sem uma justificativa e, neste caso, tenta minar uma eventual candidatura de Blairo à vice-presidência, em uma chapa encabeçada pelo atual governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), com quem o ministro, inclusive, deve jantar brevemente.

 

Espólio

PSD, PSDB e DEM deverão receber a maior parte dos dissidentes do PSB em Mato Grosso, que entrou em colapso após a destituição da comissão provisória estadual. A primeira movimentação deve levar uma parte significativa das lideranças para o Democratas.

 

Ação coordenada

Os três partidos, aliás, atuam neste episódio de forma coordenada, discutindo, inclusive, a melhor forma de acomodar todos os integrantes do PSB sem que haja, internamente, em cada uma das legendas, conflitos entre os novos e velhos militantes.

 

No ninho

O deputado Mauro Savi, ainda no PSB, por exemplo, deverá ser um dos principais reforços do PSDB. Conversas para que o parlamentar se acomode em ninho tucano, inclusive, estão bem adiantadas.

 

Falando sozinho

Enquanto isso, o novo presidente estadual do PSB, Valtenir Pereira, tem encontrado dificuldades para conseguir formar uma base no partido. Ele tentou, sem sucesso, convencer diversas lideranças a permanecerem no partido, com a promessa de estrutura e uma chapa forte para o ano que vem. Até o momento, tem falado sozinho.

 

Sem chance

Um dos alvos de Valtenir foi o deputado federal Adilton Sachetti. A proposta que teria sido feita pelo novo presidente do PSB de Mato Grosso era a possibilidade do parlamentar ser candidato ao governo nas eleições de 2018. Sachetti rejeitou sem pestanejar a proposta.

 

Tem história

“A política ama o traidor, mas abomina a traição”, é uma frase usada costumeiramente e, no caso de Valtenir, faz sentido. Muita gente lembra o que o deputado tentou fazer em 2010, “rifando” os candidatos do grupo, Mauro Mendes ao governo e Pedro Taques ao Senado, em troca do apoio ao ex-governador Silval Barbosa (PMDB). O acordo não foi fechado por pouco e o temor de todos os procurados por ele hoje é ver a história se repetir no ano que vem.

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07

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Governo deve apresentar PEC do Teto e nova reforma

Tão logo voltem do recesso, os deputados estaduais deverão apreciar dois assuntos importantes, em projetos encaminhados pelo Executivo. Tratam-se da Proposta de Emenda à Constituição, que limita os gastos públicos, e a reforma administrativa. A informação foi passada pelo secretário-chefe da Casa Civil, José Adolpho.

 

Ajustes
Sobre a PEC do teto dos gastos, Adolpho assegurou que o texto está passando por pequenos ajustes e que deve ficar pronto até o início da próxima semana. Um dos entraves era o referencial de teto aos poderes, que na primeira versão do texto, era fixada pelo valor liquidado por cada um dos órgãos da administração pública em 2016, quando os poderes ficaram sem receber duas quartas parcelas do duodécimo. Se isso mudar, não deverá haver resistência no Legislativo.

 

Pequena
Já a reforma administrativa será menor do que inicialmente pensada pelo governador Pedro Taques (PSDB). A avaliação é que uma mudança muito drástica na fase final do mandato poderia prejudicar a administração, que precisa começar a entregar obras e políticas públicas. O foco deverá ser a própria Casa Civil e alguns dos gabinetes criados pelo tucano.

 

Sob sigilo
Detalhes acerca da reforma estão sendo guardados sob sigilo para garantir que as mudanças pensadas pela equipe de Taques possam ser implementadas, garantindo uma melhora na saúde financeira do Estado. Antes, a cada rumor de mudança, o governador era pressionado por grupos políticos para desistir da mexida, o que muitas vezes acabou ocorrendo.

 

Esticadinha
Taques deverá voltar a Mato Grosso ainda esta semana, depois de passar alguns dias em São Paulo. Ele está na capital paulista para continuar o tratamento, depois de ter contraído, novamente, uma pneumonia. Embora representantes do governo neguem, há a possibilidade do tucano esticar sua estada em São Paulo, por conta dos problemas de saúde.

 

Outro não
Depois do delegado Marcelo Torhacs, foi a vez de Lindomar Toffoli recusar assumir a investigação da grampolândia pantaneira no âmbito da Polícia Civil. A negativa não se deu de forma oficial, mas após ter sido sondado, o delegado também rejeitou assumir o caso, após Flávio Stringuetta ter deixado a investigação, por problemas de saúde.

 

Mais rico
O advogado Levi Machado afirmou que o sonho do empresário Filinto Müller, que confessou ter operado dinheiro desviado dos cofres públicos na gestão do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), era ser o homem mais rico de Mato Grosso antes dos 40 anos.

 

Articulações
Enquanto estão em recesso, deputados estaduais e federais estão viajando pelo interior de Mato Grosso já pensando nas próximas eleições, no ano que vem. A ideia é assegurar, desde já, palanques pelos municípios mediante a promessa de liberação de emendas parlamentares a prefeitos e vereadores, mesmo sem a definição das regras para o próximo pleito.

 

Recurso
O prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB) determinou à Procuradoria-Geral do Município (PGM) atenção ao processo que suspendeu a anulação da parceria com o Consórcio Cuiabá Luz. A ideia é, além de reverter a decisão, garantir que o fim do contrato não cause mais despesas ao município.

 

Partido do Agronegócio
Representantes do agronegócio querem um novo candidato ao governo de Mato Grosso nas eleições do ano que vem. Eles têm atuado em duas frentes para conseguir um oponente ao governador Pedro Taques (PSDB). Por um lado pressionam o vice-governador, Carlos Fávaro (PSD), pelo rompimento com o tucano e por outro apoiam o ministro Blairo Maggi (PP) a lançar seu compadre, o deputado federal Adilton Sachetti (PSB).

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05

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Prefeitos pressionam para não perder Fethab

Preocupados com eventuais perdas financeiras por conta do Pacto pela Saúde, nada menos que 88 prefeitos estiveram em Cuiabá nesta segunda-feira (29) para tratar do tema. Eles reafirmaram um posicionamento contrário ao que vinha sendo especulado, o remanejamento da parte que cabe aos municípios do Fethab Combustíveis.

 

Apoio

Na Assembleia Legislativa, os gestores conseguiram o apoio da maioria dos deputados estaduais, que construíram uma proposta que prevê um aporte maior de recursos por parte do Executivo e dos poderes e órgãos da administração pública, que já se mostraram favoráveis ao remanejamento.

 

Em silêncio

Setor radicalmente contra qualquer tipo de remanejamento do Fethab, o agronegócio não se manifestou publicamente até o momento acerca das conversas iniciadas na última semana. Engana-se, no entanto, quem pensa que este silêncio signifique passividade.

 

Esperado

Os sindicatos que representam os servidores públicos estaduais, adivinhem, rejeitaram a proposta de parcelamento da Revisão Geral Anual (RGA), apresentada pelo governo na última semana. Em assembleia, os trabalhadores aprovaram um indicativo de paralisação por 24 horas no próximo dia 7 de junho.

 

Politizado

A postura intransigente dos servidores já era prevista por qualquer cidadão comum. Os dirigentes sindicais, inclusive, têm se comportado cada vez mais como políticos de oposição ao governo, o que tem ficado cada vez mais claro à medida em que se aproxima o ano eleitoral.

 

Insensíveis

Donos de estabilidade, importante em um país com 14 milhões de desempregados, e de salários acima da média, os servidores podem pintar como vilões para a população, já que a indisposição em dialogar, ao menos desta vez, parte dos sindicatos.

 

Perdas

Enquanto sofre para repassar recursos para a Saúde, bem como pagar os salários do funcionalismo, Mato Grosso acumula perdas de R$ 39 bilhões em ICMS por conta da Lei Kandir. Participando de um evento em São Paulo, o governador Pedro Taques (PSDB) defendeu uma reforma tributária.

 

Dia D

O Governo espera para hoje a entrega por parte dos Ministério Públicos Federal e Estadual do parecer sobre o acordo firmado entre o Estado e o consórcio responsável pelas obras do VLT. O otimismo é grande.

 

Contribuição

Isso porque, são esperados, “apenas”, a indicação de multas e penalidades ao consórcio, bem como orientações que, ao invés de inviabilizar a retomada das obras, melhorarão o documento assinado pelo governo e pelas empreiteiras.

 

Separado

Nem mesmo os recursos necessários para a conclusão das obras parecem preocupar. Fontes do Palácio Paiaguás apontam que os mais de R$ 600 milhões já foram separados pela Caixa, bastando apenas a aprovação dos deputados para que a operação de crédito se realize.

26
05

Menos asfalto, mais saúde: uma questão de prioridade

 

A Hora é Agora

O caos na Saúde do Estado, que acumula um passivo que quase R$ 200 milhões, é algo mais do que suficiente para que mudanças estruturais sejam implantadas. Uma delas, talvez a principal, seja a taxação do agronegócio, que acumula ganhos astronômicos em Mato Grosso, enquanto outros setores sofrem com a crise.

 

Coragem

É preciso que Executivo e Legislativo tenham coragem em mexer neste “vespeiro”, cobrando daqueles que fazem fortuna e pouco contribuem, se comparados aos outros setores da atividade econômica. Só assim é que teremos o “dinheiro novo”, tão necessário para que o Poder Público consiga recuperar uma parte de sua margem de investimentos.

 

Habitação

Uma das mudanças que poderia ocorrer, pelo menos neste momento, é a retirada dos recursos do Fethab previstos para o setor da habitação. Quando foi concebido o fundo, havia um déficit gigantesco de casas em Mato Grosso, situação que mudou nos dias de hoje. O que falta ser construído pode e deve ser absorvido pela iniciativa privada.

 

Sem excesso

Outra mudança possível é a alteração na forma em que se dá o repasse constitucional aos poderes e órgãos da administração pública, o chamado duodécimo. É preciso se estabelecer um valor fixo a cada um dos poderes, que seja capaz de garantir o pagamento de suas despesas, desvinculando repasses extras ao chamado excesso de arrecadação.

 

Menos frustração

A bancada federal, por outro lado, tem que lutar para impedir que a União, que tanto lucra com o agronegócio, desonerado, sem recolhimento do ICMS, que é um imposto estadual, deixe de fazer os repasses necessários ao Estado. Já são quase R$ 150 milhões que deixaram de ser enviados a Mato Grosso apenas este ano.

 

Modelo único

E ao Executivo compete a definição do modelo de gerenciamento da Saúde. Não há estrutura que suporte ao mesmo tempo hospitais administrados diretamente, unidades geridas por Organizações Sociais de Saúde (OSSs) e serviços operados por consórcios intermunicipais. Organizar a casa é fundamental.

 

Empurrando com a barriga

O prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB) deu mais 45 dias de prazo para que a RK Partners apresente os documentos necessários para que esteja apta a assumir a concessão dos serviços de água e esgoto da cidade. Com isso, uma definição sobre o tema ficará para julho.

 

Quase fora

Embora protele a definição sobre o tema, Pinheiro dá todos os indícios de que irá decretar a caducidade do contrato. Em pronunciamento feito nesta quinta-feira (25), ele não poupou os novos controladores da CAB Ambiental de toda sorte de críticas. O que terá debaixo deste angu?

 

Agora vai

O deputado estadual Oscar Bezerra (PSB) apresentou um substitutivo integral ao projeto de resolução que estabelece o desconto no salário dos deputados faltosos às sessões ordinárias da Assembleia Legislativa. O valor do desconto está mantido, mas as sessões das quintas-feiras seriam transferidas para terças e quartas-feiras, duas por dia.

 

Falando sozinha

A oposição ao governo não consegue sair do lugar quando o assunto é a instalação de uma CPI para apurar os grampos clandestinos, que supostamente ocorreram em Mato Grosso. Os deputados do bloco tentaram, nesta quinta, a adesão de seus colegas, mas não obtiveram êxito.

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04

Blog do Mauro no Hipernotícias

 

 

Pedro Taques em alta

Depois de deixar as conversas bem adiantadas, o grupo político liderado pelo governador Pedro Taques (PSDB) conseguiu o apoio de mais um partido para as eleições do ano que vem. Trata-se do PTB, de Chico Galindo e Oswaldo Sobrinho. Fontes garantem que o apoio está praticamente acertado.

 

 

Showcase

Foi considerado um sucesso o Showcase da Carne Mato-Grossense, realizado em Brasília. Líderes do agronegócio, políticos e empresários deixaram o evento elogiando a iniciativa, idealizada pelo governador Pedro Taques (PSDB), em parceria com entidades do setor produtivo de Mato Grosso. Há a possibilidade de que as potencialidades de Mato Grosso sejam mostradas em mais eventos em outras capitais brasileiras.

 

 

PEC do Teto

Os poderes e órgãos da administração pública de Mato Grosso têm discutido a elaboração de uma proposta unificada para a fixação de um teto nos gastos públicos, como deseja o Executivo. O convencimento tem ocorrido por meio de diversas reuniões e já há uma aceitação por parte da maioria de que o princípio da isonomia entre os poderes deve ser respeitado, “na alegria e na tristeza”.

 

 

Gatilho

Enquanto aceitam o congelamento dos repasses nos momentos de “tristeza”, os representantes dos poderes querem que haja um gatilho que permita suplementação quando a situação fiscal do Estado melhorar. Esta seria a hora da “alegria”, citada por alguns deles.

 

 

Participação

Os Estados estão reclamando da “exclusão” orquestrada pelo Governo Federal das discussões sobre o pacote de auxílio financeiro às unidades da federação. A questão foi debatida durante a realização da 15ª Reunião Ordinária do Comitê dos Secretários de Estado da Fazenda (Comsefaz), realizada em Cuiabá. Os gestores defendem que a União reabra o diálogo, fundamental para que as contas públicas deixem o vermelho.

 

 

Adiamento

Enquanto isso, foi adiada para a próxima semana a votação, no plenário da Câmara dos Deputados, do Projeto de Lei Complementar  enviado pelo governo federal, que cria o Regime de Recuperação Fiscal dos Estados e do Distrito Federal. O relator da proposta, deputado Pedro Paulo (PMDB-RJ), informou que a intenção é votar o texto principal do projeto na segunda-feira (10) e os destaques, na terça (11).

 

 

Pronto-Socorro

Dando continuidade às discussões de obras e projetos para a Capital, o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB), e o governador Pedro Taques (PSDB) definiram a retomada das obras do novo Pronto-Socorro. Com a assinatura do novo aditivo, a obra ficará R$ 3,4 milhões mais cara. A expectativa é que a construção seja retomada ainda este mês e que em março de 2018 a nova unidade de Saúde da cidade já esteja pronta.

 

 

Dívida

A Justiça de Mato Grosso expediu notificação ao vereador cassado João Emanuel Moreira Lima, que está preso desde agosto de 2016, para que ele pague, num prazo de 15 dias, o valor de R$ 427,8 mil relativo a uma condenação que sofreu numa ação por improbidade. O despacho que estipula o prazo para efetuar o depósito de tal valor é da juíza Célia Regina Vidotti, da Vara Especializada Ação Civil Pública e Ação Popular.

 

 

Recuo

A possibilidade de negociação de alguns pontos da reforma da Previdência, como a idade mínima para a transição entre as regras atuais e as futuras, foi comemorada por diversos setores da sociedade, que acreditam que a mudança seja motivada pela pressão exercida na classe política. No entanto, o presidente Michel Temer (PMDB) negou que o governo tenha recuado ao aceitar negociar pontos da reforma com o Congresso Nacional.

 

 

Repatriação

A Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) estima que a nova anistia à repatriação de recursos do exterior pode representar um incremento de R$ 175 milhões nos cofres das prefeituras do Estado. O levantamento é baseado na previsão de arrecadação do Governo Federal, que estima repatriar algo em torno de R$ 130 a R$ 140 bilhões, montante semelhante ao obtido na rodada anterior, em 2016, que foi de R$ 146 bilhões.

 

 

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03

MT: Blairo Maggi surpreende e pede licença de 10 dias do Ministério da Agricultura

1Por Isto é Dinheiro

O ministro da Agricultura Blairo Maggi acaba de pedir licença do cargo para tratar de assuntos pessoais por um período de dez dias. A notícia pegou de surpresa todos os representantes do agronegócio, que têm acompanhado a sua intensa agenda.

 

LEIA A MATÉRIA NA ÍNTEGRA AQUI.

 

 

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Blog do Mauro na Gazeta

 

 

Jingle bells

 

A semana começou com muita inquietação na área política. Ontem, nos bastidores do Legislativo e do Executivo, o assunto principal era a informação de que o empresário Alan Malouf, acusado de comandar o esquema de corrupção montado na Secretaria de Estado de Educação (Seduc) deixaria a prisão antes do Natal.

 

Presente de grego

 

A leitura para o relaxamento da prisão seria, obviamente, um suposto acordo de delação premiada envolvendo personagens dos dois Poderes, além de megaempresários do setor do agronegócio.

 

Indiciado

 

Não houve delação premiada. E o empresário continuava preso até o fechamento desta edição. Alan Malouf prestou depoimento. Fez uma acusação pendente de provas de que o deputado Guilherme Maluf (PSDB) teria recebido R$ 40 mil do esquema de corrupção da Seduc. O empresário acabou indiciado por corrupção, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

 

Campanha

 

Alan Malouf também declarou – sem provas – ter sido procurado por Pedro e Paulo Taques após as eleições de 2014, ocasião em que supostamente pediram auxílio para a quitação de despesas de campanha.

 

Sem doação

 

O empresário Alan Malouf, em momento algum do seu depoimento ao Ministério Público, cita a tal doação de R$ 10 milhões à campanha de Pedro Taques, conforme afirmou o coordenador confesso do esquema, o empresário Giovani Guizardi. No entanto, Malouf afirma que ‘houve um débito de campanha não declarado‘

 

Ruído político

 

O depoimento de Alan Malouf, sob o ponto de vista criminal, não compromete o governador Pedro Taques. Nem o chefe da Casa Civil, Paulo Taques. Sob o ponto de vista político pode servir de munição para uma articulação oposicionista.

 

Propinoduto

 

Alan Malouf confessa ter recebido dinheiro de Giovani Guizardi, apontado por ele como criador e coordenador do esquema de corrupção. Malouf envolve também o deputado federal Nilson Leitão, presidente estadual do PSDB, como um dos beneficiários do propinoduto.

 

Contestação

 

Blairo Maggi (PP) rechaçou nota publicada pela revista Época que afirma que o senador estaria em franca campanha para a Presidência e que por isso estaria percorrendo o País. Através de grupos de WhatsApp, o ministro afirma que tem ‘viajado muito, mas não por isso (ser candidato), mas para cumprir bem o papel de ministro de uma das pastas mais importantes do Brasil.‘

 

Vaga no TCE

 

A disputa entre o Legislativo e o Executivo pela indicação de conselheiros para o Tribunal de Contas do Estado (TCE) promete ganhar novos contornos nos próximos dias. A tese é a de que a composição da Corte de Contas, neste momento, contraria o disposto na Constituição, que estabelece quatro indicações do Legislativo contra três do Executivo.

 

Quadro atual

 

Hoje o TCE é composto por quatro conselheiros indicados pelo Executivo – Valter Albano, Antonio Joaquim, José Carlos Novelli e Valdir Teis – contra três indicados pelo Legislativo – Campos Neto, Sérgio Ricardo e a vaga sub judice de Humberto Bosaipo.

 

Candidatos

 

Estão no páreo para serem indicados na primeira vaga disponível, os deputados Guilherme Maluf (PSDB) e José Domingos Fraga (PSD). Essa é mais uma das polêmicas que devem permear a política local no início do próximo ano.

 

 

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Fora da caixa

 

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), cresce em conceito junto aos produtores rurais e surpreende áreas do agronegócio bem diferentes do universo da soja, do milho e do algodão, culturas típicas de Mato Grosso.

 

Encantamento

 

Cafeicultores, produtores de laranja, de pescado, açúcar, madeira e dezenas de outros setores país afora estão encantados com a eficiência do ministro, que age rápido, desemperra processos e desburocratiza o MAPA.

 

Diplomacia

 

Mas o conceito que mais tem impressionado, não apenas pelo tamanho dos resultados, mas pela ousadia e abrangência é o que já foi batizado de ‘diplomacia agrícola do Brasil’, uma ação estratégica que passa longe da liberação de recursos para o setor produtivo. Ao contrário, exige mais trabalho e esforço competitivo.

 

Inovação

 

Ao percorrer o mundo abrindo mercados para o agronegócio brasileiro com base em argumentos como qualidade dos produtos, sustentabilidade na produção e preservação ambiental, Maggi abre um capítulo novo na história do desenvolvimento brasileiro.

 

Comunicador

 

O ministro Maggi, aliás, especializou-se em redes sociais e está dando um banho de comunicação. Pelo WhatsApp e Facebook mantém informações permanentes de suas atividades no ministério e até mesmo de sua agenda pessoal.

 

Série B

 

Depois que o Internacional caiu para a Segundona, Maggi disse no Face que não está ‘triste com o rebaixamento, mas ‘p‘ da vida pela falta de garra e determinação de quem comanda o time‘. E garantiu que vai imitar os gremistas indo ‘com o Inter onde o Inter estiver. Blairo promete assistir ao eventual confronto entre Inter e Luverdense, pela Série B do Brasileirão.

 

Só no Face

 

Falando em redes sociais, o prefeito eleito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB) parece ter assumido uma posição de distanciamento da imprensa. Ao invés de cansativas coletivas onde precisa responder ao questionamento de repórteres, Pinheiro está preferindo comunicar a formação de seu staff pelo Facebook. Ontem anunciou três novas pastas.

 

Bom motivo

 

Entre os indicados está Antônio Roberto Possas de Carvalho, que já foi secretário de Finanças na gestão de Frederico Campos, em Cuiabá, e passou pela gestão do prefeito cassado de Várzea Grande Wallace Guimarães (PMDB).

 

Boataria

 

Dizem as más línguas que Possas de Carvalho é uma indicação do cacique peemedebista Carlos Bezerra, que tem como um de seus principais escudeiros Luiz Antonio Possas de Carvalho, irmão de Antônio Roberto. Sendo verdadeiro o boato, Bezerra só terá as chaves do cofre da Prefeitura da Capital. Influência pouca é bobagem.

 

 

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Expectativa

 

 

O agronegócio prevê uma safra recorde no próximo ano. Isso significa que haverá mais dinheiro circulando em Mato Grosso. A produção agrícola movimenta o setor de transportes, combustíveis, de máquinas e implementos, gera empregos e impostos indiretos… Isso ajuda a economia estadual, mas nem de longe resolve a crise financeira do Estado.

 

Consciência

 

O governador Pedro Taques (PSDB) tem plena consciência de que se não tomar as medidas de austeridade que a crise econômica nacional exige, o Estado se tornará insolvente, incapaz de fazer frente às necessidades essenciais da sociedade.

 

Resumo

 

A questão não é chegar em 2018 em boas condições eleitorais. É chegar em 2018. Este é o resumo da ópera da situação de crise que enfrenta o poder público.

 

Medidas duras

 

A opção de enfrentar o desgaste de medidas impopulares, que mexem com privilégios das forças corporativas e dos conglomerados empresariais é uma opção pela responsabilidade com o futuro do Estado, não do governo. E isso é sinal de maturidade e espírito público.

 

Determinação

 

Taques está determinado a enfrentar a crise, pois esta é a única alternativa de chegar em 2018 com alguma condição eleitoral. Ou faz o dever de casa ou não se qualifica como estadista.

 

Salários

 

E o dever de casa não é coisa pouca. O Estado terá que ser enxugado de forma drástica e os reajustes e aumentos salariais terão de ser congelados por algum tempo, algo entre dois e cinco anos.

 

Benesses

 

Será imprescindível estancar o crescimento vegetativo da folha de pagamentos – que hoje é de R$ 60 milhões ao ano, R$ 5 milhões a cada mês com licenças-prêmios, quinquênios e outras benesses típicas da carreira pública.

 

Novo sistema

 

Será imprescindível a reforma tributária, que é mais que uma reforma, é praticamente um novo sistema tributário que está sendo proposto.

 

Sonegação

 

A reforma tributária deveria ser vista com bons olhos pelo empresariado, mas é questionada, pois quanto mais simples e transparente for o sistema de arrecadação, mais difícil se torna a sonegação.

 

Impagável

 

A Previdência terá que sofrer uma profunda reforma, pois o Estado – e a sociedade pagadora de impostos – não suporta bancar um deficit de R$ 600 milhões por ano.

 

Apoio e resistência

 

Todas essas mudanças certamente terão o apoio da ampla maioria da sociedade, mas, do mesmo modo, a resistência forte e organizada de setores do funcionalismo público, acostumados a fazer enorme barulho quando estão em jogo seus privilégios.

 

Ideologia

 

O governo espera conseguir convencer os sindicatos dos servidores – a maioria ligada ao PT de Lula e Dilma – da dimensão do problema que o Estado enfrenta com uma crise que não foi provocada aqui, mas que é consequência da irresponsabilidade do desgoverno petista.

 

Aposta no diálogo

 

Taques está empenhado em mobilizar e aglutinar todas as forças sociais, os formadores de opinião, os parlamentares, as instituições públicas e privadas num amplo debate sobre o ajuste fiscal do Estado e o enfrentamento da crise. O diálogo é intenso no Paiaguás.

 

 

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