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Blog do Mauro no Hipernotícias

 

Renúncia já!

A única saída do (ainda) presidente Michel Temer (PMDB), diante da delação dos donos da JBS, é a renúncia ao cargo. Não há neste momento a menor condição do peemedebista, acusado de ter dado o aval para a compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB), continuar a comandar o país, em um momento fundamental para a retomada do crescimento com a discussão de reformas estruturais.

 

Impactante

Embora tenha feito um pronunciamento negando a possibilidade de deixar o cargo, a divulgação da íntegra da delação dos irmãos Joesley e Wesley Batista, que deverá ocorrer em breve, terá um efeito devastador no que ainda sobrou de seu governo. Ou ele renuncia, ou “renunciam” ele.

 

Desembarque

Do ponto de vista político, a revelação da existência das provas já provocou uma debandada na base de Temer. O PPS, que tem o Ministério da Cultura, já anunciou sua saída da base e passou a defender a renúncia, a exemplo de outros partidos. O PSDB deve seguir este caminho, embora, como sempre, esteja em cima do muro e, como se sabe, tende a cair deste muro no lado errado.

 

Sem base

Se antes tinha um contingente de parlamentares próximo ao mínimo necessário para a aprovação da reforma da previdência, agora Temer perdeu completamente as condições morais e políticas para arregimentar deputados e senadores em prol das mudanças. O Brasil entrará em uma nova paralisia, que resultará no agravamento das crises econômica e política.

 

Serenidade

Mesmo no momento histórico mais dramático da história do Brasil, é preciso ter serenidade e, como dizia o cuiabano e ex-presidente Eurico Gaspar Dutra, perguntar “o que diz o livrinho”. Conforme o artigo 81 da Constituição Federal, no caso de vacância da presidência e da vice-presidência, o presidente da Câmara assume o cargo e convoca eleições, indiretas, no prazo de 30 dias. Isso precisa ser respeitado.

 

Fortalecimento

Embora haja um esforço gigantesco de alguns setores em defender a convocação de novas eleições diretas, é o momento de não se permitir que a Constituição Federal seja rasgada a cada crise, a cada solavanco de nossa jovem democracia. Até porque, sem reformas profundas no sistema político não há nenhuma garantia de que uma eleição direta resolva os problemas do país.

 

Obstrução

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, incapaz de conter um vazamento com informações do tamanho da delação dos diretores da JBS, tem se mostrado, no mínimo, “vacilante”. Ele deveria homologar com celeridade a delação, dar publicidade às provas e permitir que se tenha conhecimento do todo. O único acerto foi a abertura da investigação contra Temer por suposta obstrução à Justiça.

 

“Não renunciarei”

Temer foi enfático em seu pronunciamento e, de forma taxativa, assegurou que não renuncia ao cargo. Ele classificou as gravações como “clandestinas” e cobrou celeridade na apuração dos fatos. Contrariando a maioria dos conselhos que recebeu, decidiu não deixar a presidência.

 

No abismo

Isso representará, sem dúvida, no agravamento da crise econômica, no momento em que os brasileiros começavam a enxergar uma luz no fim do túnel. Teremos, em breve, o aumento do desemprego, a queda no poder de compra da população, sobretudo a mais pobre, e o aumento no preço dos produtos. Ou seja, a decisão de Temer dificultará ainda mais a vida do brasileiro.

 

Ele também

A delação dos diretores da JBS atingiu em cheio o senador Aécio Neves (PSDB/MG). Além de ter a irmã presa, o político foi afastado do cargo por Fachin e só não foi preso porque o ministro não aceitou o pedido do Ministério Público Federal (MPF). Diante dos fatos, o tucano deixou o comando do PSDB e, de quebra, levou à zero qualquer chance de se candidatar às eleições de 2018. A qualquer cargo.

28
09

Aécio diz que Dilma não sabe enfrentar opiniões contrárias


Por Fábio Guibu

(Folhapress) – O senador Aécio Neves (PSDB-MG) disse que a renúncia de Sepúlveda Pertence à presidência da Comissão de Ética Pública da Presidência evidencia a forma como a presidente Dilma Rousseff “enfrenta aqueles que têm posição diferente dela”.

“Comissão de Ética Pública é um instrumento do Estado brasileiro, não de um governo”, afirmou. “Ela não existe para agradar presidente da República ou ministro de Estado”, declarou o senador. (mais…)

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