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Sindicato cobra do governador redução de ICMS

Alair Ribeiro/Midia News

Por Jessica Bachega

HiperNotícias

 

O Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas do Estado de Mato Grosso (Sindmat) solicita do governo do Estado que seja reduzido Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) dos combustíveis comercializados. O requerimento é uma das exigências para que a categoria suspenda a greve que está em seu quinto dia.

 

Conforme documento enviado ao governador Pedro Taques (PSDB), nesta sexta-feira (25), a categoria quer redução de 25% no imposto cobrado na gasolina, 12% no etanol e no diesel. No ofício, o presidente do Sindmat, Eleus Amorim cita exemplo do governo do Rio de Janeiro que diminuiu a alíquota sobre os produtos e igual o percentual ao cobrado em São Paulo.

 

“Sabemos que isto é possível, basta o nosso governo melhorar a gestão dos recursos arrecadados pelo estado. Pedimos ao senhor governador que tenha atitude e ajude a solucionar está crise”, diz trecho do documento.

 

Em entrevista na manhã desta sexta-feira, durante o encontro dos Governadores, Taques ressaltou que a redução do imposto é um assunto que deve ser debatido pelo governo federal, que os Estados não podem assumir essa responsabilidade. Afirma que o Estado cobra 17% de ICMS sobre o valor dos combustíveis e cada ponto percentual representa R$ 1 milhão na arrecadação estadual.

 

“O Rio de Janeiro pode reduzir o imposto porque está altamente subsidiado pela União. Os governadores do Brasil Central e eu estamos buscando uma reunião com o presidente da República para, justamente, tratar disso de forma conjunta”, declarou o governador.

 

Taques ainda pontuou que “a manifestação é possível desde que o direito de terceiros não seja prejudicado”.

 

Há cinco dias em greve, os caminhoneiros não aceitaram a proposta do governo federal de redução de 10% no valor do diesel pelos próximos 15 dias e seguem paralisados por tempo indeterminado.

 

Diante da resistência dos grevistas, o presidente Michel Temer (MDB) ordenou que as forças armadas intervenham e retirem os motoristas das concentrações do movimento.

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