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Selma: “Se querem tomar o meu lugar, continuem querendo por um bom tempo”

A senadora Selma Arruda (PSL), em entrevista concedida ao Estúdio Band, afirmou não acreditar que vá perder o mandato e ainda classificou como “baixaria” as articulações feitas nos bastidores para definir nomes caso haja a realização de uma eleição suplementar caso venha a sofrer uma cassação. Já manifestaram interesse em uma eventual disputa Carlos Fávaro (PSD), o ex-ministro Blairo Maggi (PP) e o ex-governador Pedro Taques (PSDB). Selma Arruda teve as contas de campanha reprovadas e o a Procuradoria Regional Eleitoral pediu a cassação e inelegibilidade de Selma por suposto caixa dois durante a campanha eleitoral de 2018.

 

“É meio sórdido você ficar sabendo que as pessoas estão querendo dividir uma coisa que tem dono, nome e sobrenome. É uma coisa que às vezes até me recuso a acreditar que um ex-governador, um ex-ministro, estejam aventando essas possibilidades. Acho muita baixaria, sinceramente. Espero também que eles se conscientizem que embora estejam torcendo para que eu seja cassada injustamente, eles respondem a processos na justiça, tem contas a prestar na justiça e portanto não seriam melhores candidatos do que eu. Se cada um se conscientizar disso, acho que para um pouquinho essa balburdia toda”.

 

Selma ainda garantiu que se porventura houver uma decisão judicial que determine a perda do seu mandato, isso não ocorrerá de imediato. “Primeiro lugar não acredito que vá perder o mandato, tenho plena certeza técnica de que o que fiz é correto. Recorri da reprovação da prestação de contas e tenho absoluta e plena tranquilidade e certeza de que não vou ser cassada. Ainda que numa hipótese eu pudesse sofrer essa cassação, as pessoas que estão especulando sobre isso elas esqueceram que existe grau de recurso. Portanto, se estão querendo tomar o meu lugar, continuem querendo por um bom tempo porque eu vou recorrer caso isso aconteça”.

 

Selma Arruda é a segunda mulher a representar Mato Grosso no Senado Federal. Nas eleições de 2018 foi escolhida para a primeira vaga, obtendo 678.542 votos. É o primeiro cargo eletivo assumido pela pesselista.

 

Questionada pelo âncora do programa, Igor Taques, se havia sido abandonada pelo PSL, em virtude da possibilidade de cassação, Selma garantiu que essa informação não passa de “absoluta especulação”. “O PSL inteiro está unido. Todo dia eu recebo alguma manifestação de solidariedade porque essas notícias infelizmente às vezes também repercutem em nível nacional. A diferença que a maioria das pessoas que entraram no PSL não tem o comportamento corporativo do político tradicional. As pessoas te cumprimentam, rendem apoio, mas não fazem politicagem ou politicalha em cima disso”.

 

“Coitado”

 

Diante da informação trazida pelo jornal Folha de São Paulo, de que haveria intenção do ex-governador Pedro Taques se de candidatar a vaga de Selma Arruda ao Senado, a senadora considerou que o tucano não teria mais condição de se eleger para qualquer cargo público.

 

“Ele vai ter que dobrar os votos que ele fez como candidato a governador para ter alguma chance, se for contar como parâmetro os votos que eu fiz. Eu acho que ele, coitado, infelizmente não se elege para mais nada. Inclusive, se a gente for colocar o nome dele ao lado de escândalos como o da grampolândia, como esse saco sem fundo de crise que ele largou o Estado, sua má-administração, envolvimento de parentes em crimes de toda espécie”, ironizou a parlamentar em entrevista ao site Olhar Direto.

 

Em 2018 Selma Arruda era aliada de Taques. Foi uma das candidatas ao Senado ao lado do projeto de reeleição do tucano. No entanto, no meio da campanha, a juíza aposentada resolveu romper com Taques. A justificativa foi a de que não era possível continuar ao lado de um candidato acusado de corrupção.

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