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Se depender de ação e oração minha, Selma vai continuar senadora, diz Leitão

O ex-deputado federal Nilson Leitão (PSDB) afirmou que prefere assistir de longe e não se envolver no episódio referente à cassação da senadora Selma Arruda (PSL). Embora diga que por ser político não vê dificuldades de disputar eleição, o tucano prefere não se posicionar sobre o ocorrido, nem criar expectativa, já que não existe prazo para um desfecho do caso.  Leitão foi um dos que disputaram as vagas ao Senado, durante as eleições de 2018. Obteve na oportunidade 330.430 votos, terminando a corrida pela vaga em quinto lugar.

 

“Se depender de ação e oração minha, a Selma continua senadora. Fui convidado para ser litisconsorte, não aceitei”. A ação que culminou na cassação do mandato de Selma Arruda e de seus suplentes no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT) foi interposta pelo também derrotado na corrida pela vaga ao Senado, ex-vice-governador Carlos Fávaro (PSD).  O julgamento ocorreu nesta quarta-feira e o pleno, por unanimidade, entendeu que Selma cometeu abuso de poder econômico e caixa 2 nas eleições gerais. Ainda cabe recurso e a juíza aposentada já anunciou que recorrerá a instâncias superiores.

 

“Eu acho que ainda vai um tempo. Caso consolide essa decisão do TRE, o partido (PSDB) vai convocar todos e decidir se deve concorrer ou não. Pode ser até que apareçam outros interessados. Vou assistir de longe sem me envolver”.

 

A princípio, Selma e Leitão eram companheiros de chapa na disputa ao Senado. No entanto, no meio da campanha, Selma decidiu romper com o grupo e tocar sozinha seu projeto, que acabou vitorioso.

 

Sem cargo eletivo, Nilson Leitão se manteve em Brasília e tornou-se consultor da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA). Quando deputado federal, Leitão foi aclamado presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e focou seu trabalho no fortalecimento do agronegócio enquanto deputado federal.

 

Além de Leitão e Fávaro, são vistos como prováveis candidatos, caso se confirme uma eleição suplementar, o ex-governador Pedro Taques (PSDB), os deputados federais Nelson Barbudo (PSL) e José Medeiros (Pode), o ex-deputado federal Adilton Sachetti (PRB), Procurador Mauro (Psol), Rodrigo Rodrigues (PDT) e Aladir Leite (PPL).

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