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Queriam colocar cabresto em mim, diz Taques sobre ex-aliados

“Por que uma parte da classe política não me tolera? Não me tolera é porque eles entendem que eu não faço joguinho, esquema. Não vou me mudar, não farei coisas erradas para ser reeleito”. Com essas palavras o governador Pedro Taques (PSDB) explicou o afastamento de algumas lideranças políticas, como o ex-prefeito de Lucas do Rio Verde, Otaviano Pivetta (PDT), que vem desferindo duras críticas ao tucano desde o início das discussões do processo eleitoral deste ano. Pivetta esteve ao lado de Taques nas eleições de 2014. No entanto, no decorrer do mandato do governador, rompeu a aliança.

 

“Esses que fazem críticas, um abraço a eles, tirem o ódio do coração. Algumas pessoas pensam que porque me ajudaram poderiam mandar em mim. Porque são bilionários poderiam me mudar. Não mudei, não vou mudar, vou fazer a coisa certa, de ter opinião, não sou vaquinha de presépio. Eu ganhei a eleição, era o meu retrato estava lá”, disparou o chefe do Executivo.

 

Taques afirmou ser aberto às opiniões, no entanto analisa aquilo que chega até ele e aproveita somente o que acha viável. “Queriam me colocar cabresto para fazer as coisas da opinião deles. Se pensaram que poderiam mandar em mim, pensaram errado”.

 

Conforme o governador, alguns defendiam a venda da Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat), outros que os reajustes salariais dos professores não fossem pagos. “São opiniões que não concordo. Tenho opinião própria, apesar de não ser milionário. Não é o fato de serem milionários. Há pessoas com sonho ser governador, políticos que há muito estavam na fila e eu furei, mas eles não vão mandar em mim. Por isso não me toleram e é bom não tolerarem mesmo”.

 

Questionado sobre a declaração de Pivetta, de que Taques seria uma “bola de ego”, o governador disse que “vindo do Pivetta, isso é um elogio”.

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