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“Não é algo que se faz sozinho”, diz Mauro Mendes sobre candidatura

O pré-candidato ao Governo de Mato Grosso pelo Democratas, Mauro Mendes, afirmou que colocar o seu nome à disposição para o pleito deste ano não pode ser considerada uma decisão simples, pela complexidade que uma campanha envolve, principalmente diante das mudanças na legislação eleitoral em vigência. O democrata deu sinal verde para o partido construir uma candidatura ao Palácio Paiaguás, na noite desta segunda-feira (11), depois de ter acesso ao resultado de uma pesquisa encomendada pela direção nacional do partido e realizada pelo instituto GPP, que mostrou a liderança de Mauro Mendes no processo eleitoral.

 

“Não é fácil dizer uma resposta tão simples para algo tão complexo. Não pode ser tratada como uma decisão de qualquer dia, como uma viagem. Não se fala só do meu destino, mas da minha família, do meu partido e de milhares de mato-grossenses. É preciso compreender o momento político que é outro. Muito tem que ser feito diferente. Deve ser uma eleição com responsabilidade. Não dá para assumir um compromisso e depois ver como paga”, salientou em entrevista à Rádio Capital FM.

 

“Não é fácil com todas as restrições que a legislação eleitoral está colocando. Então, essa responsabilidade torna mais difícil. Precisa ser uma decisão bem pensada, construída, para poder, se entrar, entrar com consciência do que pode ser feito e construir lá na frente um resultado melhor. Se for para fazer do mesmo jeito, existem várias pessoas para fazer”, explicou o democrata.

 

Mauro Mendes lembrou que, neste momento, o partido começa a buscar a viabilidade de sua candidatura e também a de Jayme Campos ao Senado. Campos também aparece liderando a pesquisa de intenção de voto feita pelo GPP. O Democratas busca aliados e estrutura financeira para confirmar as candidaturas nas convenções do partido, que devem ser realizadas até 5 de agosto.

 

“Estou disposto a construir isso com o partido. Não depende só de mim e não é algo que se faz sozinho, não faz só com o DEM. O DEM vai começar a construir esse projeto, já que tem dois bons nomes. Falta construir tudo que é necessário, partidos aliados, tempo de TV, o diálogo com a sociedade, os custos, quem vai se responsabilizar, quem vai ajudar com o que, não dá mais para entrar na eleição assumindo um bando de compromissos”, ponderou.

 

Com a proibição, por parte da legislação eleitoral, de financiamento de campanhas por pessoas jurídicas, os candidatos contam com uma dificuldade extra no momento de fazer campanha.

 

Essa é uma preocupação de Mendes, uma vez que desembolsou grande quantia de recursos em todas as vezes que disputou eleições, o que acabou trazendo complicações financeiras aos seus negócios. No período em que estava na prefeitura de Cuiabá, o Grupo Bipar, de sua propriedade, entrou em recuperação judicial.

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