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Marrafon foi secretário de planejamento irresponsável, dispara Júlio

Ex-governador de Mato Grosso e um dos maiores incentivadores do rompimento com o governo Pedro Taques, Júlio Campos disparou contra o atual secretário de Educação, Marco Marrafon, que antes de chegar a pasta desempenhava a função de secretário de Planejamento. Segundo Campos, o “desastre do planejamento financeiro” de Mato Grosso seria responsabilidade de Marrafon, que fez um “planejamento irresponsável, errou nos cálculos, aumentou a transferência aos poderes acima do que podia e explodiu o caixa”. As considerações foram feitas em entrevista concedida à Rádio Capital, nesta sexta-feira (23).

 

“Me desculpe o Marrafon, não sei de onde veio, surgiu recentemente, mas ele foi um desastre, um terremoto, uma explosão. Foi uma irresponsabilidade total aceitar todas aquelas leis (de carreira). Se ele fosse um técnico competente, tinha orientado o governador a cortar e não aceitar essa questão. Hoje Mato Grosso está ingovernável, com um rombo neste orçamento de R$ 3 bilhões. Mesmo com a arrecadação crescente, não consegue cobrir as despesas”, disparou.

 

As declarações de Júlio Campos são dadas depois que Marrafon retrucou para a imprensa a tese de Campos de que o problema de orçamento do estado se daria somente pelo aumento do repasse do duodécimo aos Poderes. Marrafon rotulou como “babagem e ingenuidade” de Campos tal entendimento.

“Marrafon não tem muita moral para falar nada de ninguém. Ele fez um rombo do Fundeb na Secretaria de Educação e até agora está quietinho isso. A imagem dele não é boa, não merece do povo mato-grossense ser deputado federal, trabalho que fez pela educação não impactou em nada”, retrucou o ex-governador.

Falta gestão

Para Júlio Campos, o problema do atual governo é falta de gestão. Segundo ele, se na condição de governador tivesse o atual orçamento de Mato Grosso, teria feito muito mais pelo estado. “Falta gestão, está provado. Tivemos R$ 25 bilhões de arrecadação ano passado. São quase R$ 2 bilhões por mês e terminou o ano passado a duras penas. Não sei o que está fazendo com esse dinheiro”.

Campos ainda criticou a formação da equipe de Taques e fez uma comparação com a época em que foi governador do estado. O ex-governador afirmou que se cercou de pessoas de “alto nível”, que ele “ouvia e atendia”. “A equipe era preparada, se eu fazia besteira, me orientava”. Para Campos, isso não ocorre no atual governo.

O democrata lembra que ainda no começo do governo, o arco de aliança orientou Taques a colocar uma pessoa habilidosa na Casa Civil, porque esta pasta seria a “alma do governo”. O grupo indicou Osvaldo Sobrinho para a função, no entanto, a recomendação não foi aceita por Taques, que preferiu colocar o primo Paulo Taques na pasta.

“A Casa Civil é o anteparo dos problemas que vão chegar. Já passaram 4 pela Casa Civil porque não deu certo. Nunca vi tanta troca. Já tivemos pelo menos 33 secretários mudados. Algo errado em termo de gestão está acontecendo. Não sei o que está ocorrendo. Não aceita dialogar com abertura, por isso está tendo dificuldade de montar um projeto político de reeleição”, avaliou.

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