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Líder do Governo dispara críticas contra secretário de Saúde

O líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado estadual Dilmar Dal’Bosco (DEM) se juntou ao coro de parlamentares que dispararam críticas contra o secretário estadual de Saúde, Luiz Soares, na sessão matutina do parlamento, nesta quarta-feira (8). Segundo o democrata, as reclamações de falta de atendimento por parte do gestor procedem e até mesmo ele não consegue agenda com Soares.

 

“Quando o secretário era o João Batista, ele atendia e dava esclarecimentos. Com Luiz Soares temos uma grande dificuldade. Ele não dá retorno aos deputados. Até eu me sinto impedido de dar resposta pela falta de atendimento, clareza e compromisso com a saúde pública. Mais vale um não bem-dito que um sim mal-dito. Ele não pode analisar a saúde de dentro do gabinete”.

O deputado Nininho (PSD) afirmou que o secretário teve tempo suficiente para tomar as providências necessárias para solucionar o problema da saúde pública. “Admiro o trabalho dele, mas precisa mudar. Se tiver que por um político na gestão, que tem experiência, que sabe mexer com o cidadão, sabe como administrar também, não é só técnico não. Não tenho nada contra os técnicos, mas erraram muito quando em 2016 mandaram uma peça orçamentária que inviabilizou o funcionamento do Estado”.

 

O secretário de Saúde foi procurado pela reportagem, mas não quis se pronunciar a respeito das críticas dos parlamentares. No entanto, explicou que quando assumiu a pasta no governo Taques encontrou um subfinanciamento da saúde pública. Eram gastos por mês R$ 65 milhões, enquanto a Secretaria Estadual de Fazenda repassava apenas R$ 33 milhões para o setor. “Então em três meses já tínhamos um déficit de R$ 90 milhões”, disse Luiz Soares.

 

O secretário ainda declarou que essa situação não é uma particularidade do Estado, pois encontrou o mesmo cenário quando passou pelas prefeituras de Cuiabá e Várzea Grande e conseguiu resolver a equação. “Não haverá calote. Estamos cuidando o dia a dia para equacionar o déficit”.

 

Soares ponderou que o ideal seria encontrar recurso novo para o financiamento da Saúde. Nesta perspectiva entra a verba de uma dívida da Conab com o Estado, negociada pelo governador com o ministro da Agricultura Blairo Maggi (PP), no montante de R$ 109 milhões, e também a emenda impositiva da bancada federal, que somaria mais R$ 120 milhões aproximadamente ao orçamento. No entanto, Soares ressaltou que não há previsão de chegada de nenhum desses recursos.

 

Questionado se os R$ 30 milhões liberados emergencialmente pelo governador em exercício, Carlos Fávaro (PSD) à Saúde, aliviam o problema, Soares disse que só comentará quando o recurso estiver “na tela do Fiplan”.

 

O custeio da saúde vem sendo o “calcanhar de Aquiles” da gestão Taques. Há reclamação por parte dos Hospitais Regionais, Filantrópicos e prefeituras no atraso dos repasses. Conforme Luiz Soares, há um déficit relativo aos anos de 2010 e 2016 (período de 6 anos) que soma R$ 162 milhões.

 

Já os repasses referentes a 2017, “a pauta está praticamente limpa”, explica Soares que pondera que estão em aberto os meses de julho, agosto, setembro e outubro.

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