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Leitão descarta exclusão de bancada em reunião sobre concessão de aeroportos

Depois da notícia de que a vinda do secretário nacional de Aviação Civil a Mato Grosso foi adiada porque a bancada federal não teria sido convidada a participar do evento, com exceção do deputado federal Nilson Leitão (PSDB), o tucano emitiu uma nota na qual negou a exclusão dos demais parlamentares do encontro, marcado com o intuito de discutir o processo de concessão de cinco aeroportos de Mato Grosso. Segundo a assessoria do tucano, o secretário não veio a Cuiabá, mas participou da reunião na capital por videoconferência.

 

 

Conforme Leitão, o convite ao secretário Dário Lopes foi feito por ele numa visita realizada e reforçada durante a participação de Lopes numa audiência pública na Câmara dos Deputados. “As autoridades mato-grossenses foram convidadas através de ofício enviado pelo gabinete, além de ligações feitas pelo próprio parlamentar aos colegas de bancada. Em respeito a bancada, o parlamentar nunca fez e jamais faria um evento como este para se promover, por entender que este é um assunto de enorme relevância à sociedade mato-grossense”, diz trecho da nota.

 

 

Ainda segundo o parlamentar, a reunião aconteceria no dia 8, no entanto foi antecipada para esta segunda-feira em razão da agenda do secretário. O gabinete do governador foi escolhido para o encontro em razão da importância estadual do assunto. “Não há, portanto, qualquer afronta à bancada ou quem quer que seja, afinal, todos foram convidados, ainda que a iniciativa tenha partido do deputado Nilson Leitão”, reforçou.

 

Crise com a bancada

 

Segundo informações levantadas pelo Blog do Mauro, o secretário Dário Lopes desistiu de vir a Cuiabá quando soube que a bancada federal não teria sido convidada parar participar da reunião que visava discutir a concessão dos cinco aeroportos de Mato Grosso, que vão representar investimentos de R$ 800 milhões.

 

 

Um dos integrantes da bancada federal, que prefere não ser identificado, afirmou que a relação entre o governador Pedro Taques (PSDB) e os representantes de Mato Grosso em Brasília não existe.

 

 

“É governador lá e bancada lá, cada um por si e Deus por todos. O governador vem a Brasília discutir determinado assunto do estado, às vezes chama só um parlamentar, ou não pega ninguém, vai sozinho. Aqui criou-se um ambiente que o ministro, o presidente da república, recebe governador sempre com muita gente junto. Aparece um bando de gente. Daí chega o governador solitário fica ruim”, explicou.

 

 

Segundo o parlamentar, um exemplo que pode ser usado é o de Mato Grosso do Sul. O governador, independente de integrantes da bancada serem oposição, adversários eleitorais, todos participam das reuniões em Brasília. “Sabemos como funciona aqui. Se houvesse um diálogo permanente entre bancada e governador, ajudaria muito a levar recursos para o estado. Essa falta de diálogo traz um prejuízo muito grande para Mato Grosso”.

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