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Júlio descarta “qualquer” possibilidade do DEM apoiar de Taques

Por Felipe Leonel

HiperNotícias

 

O ex-governador Júlio Campos (DEM) descartou “qualquer possibilidade” do Democratas apoiar um eventual projeto de reeleição do governador Pedro Taques (PSDB). De acordo com o democrata, o compromisso com Taques é válido somente para este ano e o Democratas já tomou uma decisão pelo afastamento.

 

A entrega da função de líder do governo na Assembleia Legislativa pelo deputado estadual e presidente do DEM, Dilmar Dal’Bosco, sinaliza a decisão.

 

“Nós estamos fora de qualquer possibilidade de recomposição das nossas bases com o atual governador, se é que ele vai disputar as eleições pelo PSDB. O nosso compromisso é de um programa novo de governo, uma nova perspectiva de desenvolvimento econômico e social”, afirmou Júlio, durante visita a obra da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Várzea Grande, na manhã dessa quinta-feira (15).

 

Com a saída do deputado Dilmar, o DEM deixa de ter “responsabilidade” com o governo Taques. Entretanto, o partido deve apoiar projetos de interesse da sociedade. De acordo com Campos, dentro da sigla há três frentes. Uma delas defendendo uma aliança com o senador Wellington Fagundes (PR) pela oposição, outra pregando a recomposição com o governador Pedro Taques e a última almejando lançar uma candidatura própria.

 

Júlio avalia que Taques fez um governo “pessoal e fechado”, sem a participação dos aliados, que o abandonaram depois, como do ex-prefeito de Lucas do Rio Verde, Otaviano Pivetta. Pivetta, inclusive, deu uma declaração nesta semana, afirmando que o governador Pedro Taques foi “testado e reprovado”. Ele ainda disse ter se “frustrado” com o tucano.

 

Segundo Júlio Campos, a vertente mais apoiada dentro da sigla é de lançamento de uma candidatura própria, que poderia ter o ex-senador Jayme Campos e o ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (sem partido) na disputa pelo Senado ou Governo do Estado. O ex-prefeito vai se filiar ao  partido no dia 23 de março com a presença de lideranças, como do presidenciável Rodrigo Maia (DEM-RJ).

 

Questionado se aconselharia o governador Pedro Taques a desistir da reeleição, Júlio disse que Taques é um “troço, um fenômeno diferente”. “Eu não falo nada com relação a Pedro Taques. Aquele troço ali é um fenômeno diferente. Então, não é bom a gente dar conselho para quem não quer ser aconselhado”, finalizou o ex-governador.

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