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Grupos com intenção política impedem fim da greve

PRF

Por Jessica Bachega

HiperNotícias

 

Grupos com intenções políticas têm se aproveitado da greve dos caminhoneiros para promover suas ideologias. Os núcleos infiltrados nos pontos de concentração dos grevistas também impedem que os motoristas, que não querem mais a paralisação, voltem ao trabalho. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) tem realizado trabalho conjunto com a inteligência da Secretaria de Estado e Segurança Pública (Sesp) para identificação e detenção dessas pessoas.

 

A greve já dura nove dias e, apesar de o governo ter oferecido acordo, não há previsão para que os caminhoneiros se desmobilizem nos 29 pontos em que estão parados no estado.

 

De acordo com o inspetor da PRF, Elton Carvalho, foram identificado, em Mato Grosso, lideranças ligadas a partidos políticos de esquerda que, além de criarem tumulto nas concentrações, impedem os motoristas de retornarem às atividades e para suas famílias.

 

“Essas pessoas são uma minoria, mas eles agitam os outros e impedem que quem quer deixar a greve volte a trabalhar”, afirma o inspetor. A PRF está contando com ajuda da Sesp e dos caminhoneiros para identificar e deter essas pessoas.

 

A situação política da greve não é registrada somente no estado. O governo federal já encontrou pelo menos três movimentos infiltrados nas greves pelo País.

 

Os grupos  “Intervenção militar já”, “Fora Temer” e “Lula livre” tem incentivado os grevistas a manterem o movimento mesmo após acordo e encaminhamentos para atendimento das demandas.

 

 “A pauta política existe, mas não vamos nos envolver. Tudo o que os autônomos precisam para voltar a ganhar dinheiro está aqui”, disse o presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes, ao exibir o acordo firmado na noite de domingo (27).

 

O Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens  (Sindcam) e o Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de Mato Grosso (Sindimat) também deixaram o movimento após a identificação dos grupos políticos que utilizam a reclamação dos caminhoneiros, a redução dos imposto sobre o combustível, para militar em causa própria.

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