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Governo de MT pede voto de confiança a credores

O Governo de Mato Grosso publicou na noite desta sexta-feira (11) um comunicado aos fornecedores do Executivo que estão esperando por recebimento. O documento, assinado pelo governador Mauro Mendes (DEM), relembra que existem restos a pagar no montante de R$ 3,9 bilhões e pede aos credores que depositem um “crédito de confiança” no trabalho da nova gestão. Esse valor diz respeito a dívidas com prestadores de serviços, que vão desde limpeza até serviços médicos e hospitalares.

 

“Os restos a pagar estão acima da capacidade econômica atual e, por isso, tomamos medidas drásticas e aguardamos a aprovação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso”, diz trecho da nota.

 

Entre as medidas estão o corte no número de cargos comissionados, de gratificação e contratados; a redução de 24 para 15 no número de secretarias e a extinção de seis empresas públicas; a criação da Lei de Responsabilidade Fiscal Estadual, que estabelece normas de finanças públicas que propiciarão a contenção do déficit financeiro, reequilíbrio entre receitas e despesas e recuperação da capacidade de investimento público; aumento na contribuição do setor do Agronegócio, com o Novo Fethab, bem como outros ajustes na Tributação para a elevação da receita. Além disso, o governo busca implementar um programa de combate à sonegação fiscal e também a redução no repasse do duodécimo da Assembleia Legislativa e do Tribunal de Contas do Estado, no valor de R$ 52 milhões.

 

“Com essas ações queremos demonstrar aos senhores que estamos trabalhando para criar todas as condições necessárias para estancar o crescimento dos restos a pagar e dar início ao processo de quitação dos débitos, para que a população não sofra com a interrupção dos serviços públicos.Estamos tratando a situação com a seriedade que ela merece e há apenas uma forma que conhecemos para equacionar tudo isso: é colocar Deus na frente e trabalhar”, pontuou o governador democrata.

 

Mendes afirma que se todas as propostas forem aprovadas na Assembleia Legislativa, mais recursos entrarão nos cofres estaduais. Com mais dinheiro e reduzindo os gastos públicos, a gestão terá condições de dar início ao processo de reorganização das contas públicas.

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