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Escassez de água é tema urgente para ambientalistas e agronegócio, aponta ministro

Por Débora Siqueira

HiperNotícias

 

O ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, disse que os cuidados com as nascentes e matas ciliares e, principalmente, a quantidade de água é a principal pauta tanto para ambientalistas quanto para os produtores rurais. Durante o evento Gazeta Agro, realizado pelo Grupo Gazeta de Comunicação, nesta segunda-feira (12), no Cenarium Rural, ele anunciou ainda que a bacia do Pantanal será a próxima a ser revitalizada. Na tarde de hoje ele assinou em Brasília a revitalização da bacia do São Francisco e Parnaíba.

 

O desconto concedido em 10 anos de multas aplicadas pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) serão convertidos em ações socioambientais ao longo dos dois rios. A mesma ação deve ser realizada numa segunda etapa no Pantanal e em outras regiões do país.

 

“Os rios não estão mais suportando mais e precisam de proteção e a quantidade de água está ficando comprometida. Como este ano temos o fenômeno da La Niña vamos ter muita chuva, muita inundação, mas o aquecimento global é uma realidade, assim como o cenário de seca prolongada e chuvas erráticas. Antes a preocupação era com a qualidade da água, com a contaminação de chorume no lençol freático, lixo nos rios. Agora é a quantidade de água, irregularidade nas chuvas, desabastecimento no sudeste, secas no nordeste”, discursou Sarney Filho.

 

Ele ainda destacou a redução de 16% no desmatamento da Amazônia e 28% nas Unidades Federais de Conservação. A cobertura vegetal faz toda diferença garantindo regularidade das chuvas, impactando a produção agrícola brasileira.

 

“Aqui em Mato Grosso tem município que consegue duas safras por ano e outro, com 700 km de distância, não consegue nem uma direito pelo regime de chuvas. A cobertura de vegetação está na rota da umidade e os que não tem sofrem com seca. Ao defender a Amazônia, nós estamos defendendo o negócio de quem produz no Sul de Mato Grosso, em Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul”, explicou o ministro do Meio Ambiente.

 

Ele destacou que, apesar de parecerem setores antagônicos, o meio ambiente e a produção agropecuária andam lado a lado. Ele ressaltou que buscou destravar licenciamentos ambientais para o setor e hoje o ministério tem uma base de 4,8 milhões de propriedades rurais, que juntas somam 435 milhões de hectares, por meio do Cadastro Ambiental Único (CAR).

 

“Tenho recebido representantes do agronegócio. O Brasil precisa da agropecuária, contudo, o meio ambiente existe sem produção agrícola, mas a produção agrícola não existe sem meio ambiente”.

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