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Blog do Mauro na Gazeta

 

 

Fim do Detran

 

A reforma administrativa pode trazer surpresa dura para os grevistas do Detran. O departamento, hoje uma autarquia, poderá ser extinto e tornar-se um órgão da Administração Direta subordinado a uma Secretaria de Estado. Seria uma coordenadoria sem autonomia administrativa e financeira. A proposta está em estudo.

 

Acordo

 

A turma da soja não é fraca mesmo. Diante da possibilidade de ter as commodities de exportação taxadas pelo Governo, as entidades ligadas ao setor trataram de fechar um acordo para recolher recursos para um fundo, o Fethab II.

 

Grana

 

Os produtores definiram o valor, onde e como o dinheiro será investido. Este ano a promessa é arrecadar R$ 100 milhões e outros R$ 350 milhões no ano que vem.

 

Destinação prioritária

 

O Fethab II, que vai durar sete anos, terá 75% de seus recursos destinados à logística (estradas) e no Instituto de Defesa Sanitária Vegetal e Animal (Indea), setores de interesse direto dos produtores.

 

Destinação secundária

 

Os outros 25% devem ser utilizados exclusivamente na construção de hospitais e escolas regionais, obras de infraestrutura social que também interessam ao agronegócio.

 

Sobra a conta

 

Só não ficou acordado nada sobre quem vai pagar a conta do custeio dos novos hospitais e escolas. Certamente será o restante da sociedade, aquela que é pagadora de todos os impostos.

 

Só pra constar

 

De 1996 até 2015, as commodities de exportação deixaram de arrecadar R$ 38 bilhões aos cofres públicos graças à desoneração da Lei Kandir. A União devolveu (compensou) para Mato Grosso apenas R$ 5 bilhões, via FEX.

 

Essa é a conta

 

Se os produtores recolherem para o Fethab II algo como R$ 450 milhões em 7 sete anos, terão devolvido R$ 3,150 bilhões do que já receberam até 2015. O Estado ficaria ainda com um haver de R$ 29,850 bilhões.

 

Café da manhã

 

O ministro da Agricultura, senador Blairo Maggi (PP), reuniu jornalistas ontem em Cuiabá para uma roda de conversa.

– Ministro, o senhor acha que a Dilma volta?

– Não volta, não quero que volte e trabalharei muito pra isso.

À resposta, seguiu-se um silêncio sepulcral dos jornalistas, surpresos com a resposta de bate-pronto.

 

Eleições

 

Sobre a possibilidade de voltar a disputar o Governo, desta vez pelo PP, o senador Blairo Maggi foi enfático:

– Vocês nunca mais me verão sentado naquela cadeira. Mato Grosso necessita de novas lideranças e políticos com gás.

 

Obras da copa

 

– Não acho justo culparem governo A ou B, e apontar o dedo para o governador. A pergunta é: onde estavam os órgãos fiscalizadores quando na execução dos projetos? Estavam aí, acompanharam tudo e deveriam ter feito seus papéis, sentenciou Blairo.

 

 

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