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Em mandato relâmpago, Junior Coringa quer fazer ‘quatro anos em um mês’ na Câmara

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Dida Sampaio/Estadão

Por Estadão Conteúdo

 

Em um mandato relâmpago, de apenas um mês, e no período em que a Câmara está em pleno recesso, o suplente Ademar Vieira Junior (PSD-MS), ou Junior Coringa, como é conhecido, tem aproveitado cada minuto dos seus poucos dias no cargo. Mesmo com a Câmara praticamente deserta, ele tem mantido uma agenda intensa de compromissos em seu gabinete, onde recebe assessores, prefeitos e correligionários, e diz que quer fazer “quatro anos em um mês”. Tudo devidamente registrado em suas redes sociais.

 

“Temos de ter estratégia e criatividade nesse período de recesso”, disse ao Estado na terça-feira passada. “Quando eu vim para cá, vim com um propósito que era de fazer 30 dias como se fossem quatro anos.”

 

Sua meta é apresentar pelo menos dez projetos. “Em 30 dias, se o cara quiser, ele consegue fazer muita coisa”, afirmou. Ele diz ter um compromisso de um deputado aliado, o também sul-mato-grossense Fabio Trad (PSD), para que suas ideias não morram no fim do mês, uma vez que projetos de deputados não reeleitos vão direto para o arquivo no final da legislatura.

 

“Vou conseguir protocolar pela liderança (do PSD), que vai fazer a revisão dos projetos”, afirmou um esperançoso Coringa. “Ele está maravilhado com a oportunidade e eu disse para ele aproveitar”, disse Trad sobre o colega novato.

 

Coringa deixou o cargo de subsecretário de Direitos Humanos em Campo Grande para assumir o mandato por um mês no lugar de Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS), que deixou a Câmara para assumir o Ministério da Saúde de Jair Bolsonaro. Como não concorreu no ano passado, ficará sem mandato a partir de fevereiro. Antes de chegar a Brasília, foi vereador em Campo Grande em 2012. Tentou a reeleição em 2016, mas foi derrotado nas urnas.

 

Cocada. Ao falar da chance de ser deputado, mesmo que por tão pouco tempo, Coringa lembra de outro personagem de apelido curioso, o Cocada, ex-jogador do Vasco da Gama que entrou nos minutos finais de uma final contra o arquirrival Flamengo, em 1988, e marcou o gol do título. O único receio dele é ter o mesmo fim do artilheiro, que foi expulso após tirar a camisa ao comemorar o gol.

 

fonte: Estadão Conteúdo

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