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Wilson Santos diz que Ministério Público precisa ter moderação quanto a Salgadeira

O ex-secretário estadual de Cidades, deputado estadual Wilson Santos (PSDB), que também é vice-líder do governo na Assembleia Legislativa, afirmou em entrevista concedida na manhã desta quarta-feira (4) à Rádio Capital FM, que o Governo do Estado travará uma conversa com o Ministério Público Estadual a fim de que não haja problemas no que diz respeito a concessão do Complexo da Salgadeira à iniciativa privada.

 

O terminal turístico, reinaugurado no último sábado, foi alvo de uma notificação recomendatória do Ministério Público Estadual, que questiona os valores recebidos pelo estado na transação. Para o promotor de justiça Célio Fúrio, o montante é irrisório, se comparado ao investimento feito no local. O pedido é que a concessão seja revista.

 

“O Célio Fúrio é promotor rigoroso, que merece nosso respeito. Fez uma recomendação e espero que pare por aí. A empresa que venceu a licitação tem expertise. Houve uma licitação, com começo, meio e fim e ela foi a única que se interessou. Ninguém quis. O estado não tem expertise nisso, não tem conhecimento de tocar um complexo como esse”, relatou.

 

Santos ainda disse que caso a empresa responsável atualmente pela Salgadeira resolva sair do local, o risco que se corre é de que o complexo fique abandonado, a exemplo do que ocorreu com a Ponte de Ferro, em Cuiabá. “Se tocar essa questão, vai virar o que virou a Ponte de Ferro. Um terminal turístico que nunca foi concluído e nunca foi colocado para funcionar porque ninguém aceita tocar”.

 

“O Ministério Público vai receber todas as informações que necessitar. Foi tudo feito com segurança, firmeza. É preciso entender que os tempos mudaram. Se o hotel Águas Quentes funciona hoje é porque foi terceirizado. Se não fosse, estaria abandonado”, complementou.

 

Wilson Santos lembrou que a Salgadeira ficou sete anos e meio fechada, depois do pedido do Ministério Público para a interdição. Ressaltou ainda que todo o processo de adequação do projeto para atender as questões ambientais, de sustentabilidade, foram acompanhadas pari passu pelo órgão fiscalizador e que neste sentido não existem questionamentos.

 

“Se criar muita confusão a concessionária vai entregar a chave. Daí é o novo terminal Ponte de Ferro. Vamos conversar no MP, com o procurador geral de Justiça Mauro Curvo, com o promotor Célio Fúrio, entregar toda a documentação, pedir moderação, equilíbrio. A Salgadeira ficou 7 anos e meio fechada e agora está linda”.

 

Estado não visa lucro

 

Segundo Wilson Santos, a função do estado não é aferir lucro com a concessão da Salgadeira. A fala rebate o questionamento do Ministério Público que aponta que no período de um ano o estado receberá R$ 115, 8 mil, valor “ínfimo” se comparado com os R$ 12,6 milhões investidos pelo Executivo na adequação do complexo turístico.

 

“Se queremos uma Salgadeira com padrões de primeiro mundo, tudo funcionando, temos que partir para a concessão. Ela foi correta. Sobre o valor, a função do estado não é ganhar dinheiro, não é lucro, é proporcionar o bem estar para a sociedade. Se deixarmos isso na mão do estado, entra governo, sai governo, cada um tem uma prioridade. Ao anular este contrato, que não tem razão para isso, vira um Dutrinha da vida, com população privada de ter acesso a suas belezas”.

 

Santos usou como exemplo a Arena Pantanal, que consome cerca de R$ 500 mil mensais em sua conservação, desembolsados completamente pelo Governo de Mato Grosso. “Se encontrássemos alguém que pagasse um real e assumisse todos os custos, já era lucro para ao estado”. O ex-secretário afirmou que chegou a procurar Ronaldo Fenômeno e Zico, mas nenhum deles se interessou em administrar a Arena.

 

“É complexo, é caro, o lucro não é seguro. Não é tão simples. Se conseguíssemos alugar por um centavo, era lucro pela quantia que se desembolsa todo mês”.

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