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Servidores de unidade penitenciária realizam círculo de paz

“Nenhum de nós é tão bom quanto todos nós juntos”. Ao ler essa frase, os servidores do Centro de Ressocialização de Cuiabá foram recepcionados nas cadeiras dispostas em circunferência para a realização do Círculo de Paz, atividade promovida pelo Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (Nugjur) na tarde dessa quinta-feira (21 de fevereiro), dentro da própria unidade penitenciária.

 

O trabalho do Nugjur, vinculado ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso, foi promovido com os agentes penitenciários com o objetivo de apresentar a prática restaurativa aos servidores, de modo que, aqueles que se interessarem pelo tema, possam se tornar facilitadores futuramente. Esta é a quarta unidade penitenciária a receber a atividade.

 

“É muito importante quando se busca construir a paz através das pessoas que cuidam de pessoas. É uma reconstrução da pessoa do agente penitenciário, que são cuidadores. Não apenas garantem a segurança, mas, principalmente, buscam recuperar aqueles que um dia erraram. Nada melhor do que antes de tratar do outro, cuidar de si próprio, saber das suas sensibilidades, das suas virtudes, para poder potencializar esse ganho em favor da reconstrução das pessoas que estão aqui presas”, explica o juiz Geraldo Fidélis, um dos responsáveis pela execução penal em Cuiabá.

 

O círculo começa com a cerimônia de abertura, momento em que os servidores fecham os olhos e são convidados a se concentrar no aqui e agora, em um momento de reflexão. Depois, constroem juntos valores combinados, fazem perguntas empáticas, compartilham histórias, veem a si próprios e também olham o outro como ser humano. Por fim, o círculo é encerrado com outra cerimônia e um lanche.

 

“Achei muito bom o projeto. É de suma importância passar para os servidores e depois fazer isso se multiplicar para os reeducandos que se encontram na nossa unidade. Nós temos vários projetos sociais aqui dentro, temos 22 frentes de trabalho, para humanizar, ressocializar e reintegrá-los à sociedade de forma digna. Creio que vai melhorar a questão da autoestima, do relacionamento interpessoal com os servidores e também com os reeducandos”, observou o diretor do CRC, Winkler de Freitas Tales, que também participou do círculo.

 

O Tribunal de Justiça irá ofertar o curso de facilitadores aos agentes posteriormente, identificando as pessoas que tenham perfil para o trabalho restaurativo. “Queremos plantar a sementinha da paz no coração deles. As pessoas que foram tocadas por essa semente e queiram frutificar podem vir fazer o curso conosco e depois trabalhar dentro da instituição com os reeducandos”, ressaltou a facilitadora do Nugjur Ana Teresa Pereira Luz.

 

Nesta sexta-feira (22 de fevereiro), o mesmo trabalho será realizado com os servidores da Penitenciária Central do Estado (PCE). (Da assessoria)

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