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Embarque de carne para Rússia deve ser resolvido até final de janeiro

Por AgroHiper

 

Até o final de janeiro, a questão da reabertura do mercado russo à carne brasileira deve ser solucionada. “Haviam questões técnicas que já foram solucionadas. A Rússia entendeu as justificativas do Ministério da Agricultura e todos os questionários foram respondidos. O Brasil tinha umas entregas para fazer de trigo, pescado e carne bovina e todas as entregas foram realizadas, então não vejo impedimento algum de ordem política, comercial e técnica para que se mantenha a restrição e isso será realizado muito rapidamente, a expectativa é até o final deste mês”, explicou ao AgroHiper o ministro interino e secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Eumar Novacki.

 

Durante o Fórum Global para a Alimentação e Agricultura (GFFA), o governo russo comprometeu-se a “avaliar com o máximo de celeridade, uma vez que o Brasil é um importante fornecedor” a reabertura do mercado à carne brasileira. A declaração é do chefe do Serviço Federal de Supervisão Veterinária e Fitossanitária (Rosselkhoznadzor) da Rússia, Sergey Dankvert.

O secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Luís Rangel, entregou pessoalmente a Sergey Dankvert informações consolidadas das investigações brasileiras sobre alegadas detecções de ractopmina (promotor de crescimento autorizado no Brasil, mas não aceito na Rússia) em produtos exportados ao país.

 

Também houve interesse em informações finais sobre a recente abertura de mercado para o trigo da Rússia e sobre a possibilidade de autorizar plantas adicionais para importação de pescado russo. As primeiras importações de trigo deverão acontecer em breve.

 

Mesmo com a suspensão da carne brasileira, a Rússia é o 10º principal comprador dos produtos exportados de Mato Grosso. No ano passado foram exportados US$ 364,5 milhões, equivalente a 2,48% da comercialização internacional do Estado. O valor é 12% maior do que o verificado em 2016.

 

Exportação de pescado

 

Novacki também explicou ao AgroHiper sobre a decisão do Mapa de suspender a exportação de pescado à União Europeia para evitar um problema maior, com a suspensão unilateral do bloco econômico, dificultando ainda mais a entrada do pescado brasileiro na mesa dos europeus.

 

“Não nos restava outra alternativa. Se houvesse a suspensão unilateral da União Europeia seria mais difícil retomar as vendas. O Mapa já está respondendo todos os questionamentos da União Europeia e a orientação do ministro Blairo Maggi é de que nos próximos dias a gente comece a liberar as empresas que não tenham restrições. Hoje o processo está nas mãos do Mapa para evitar que se tivesse trancamento pelos europeus. Fiz uma reunião com os produtores, o setor entendeu e pedimos adequações. Acredito que em breve as exportações possam ser retomadas”.

 

Depois da missão de auditoria da União Europeia, realizada em setembro, foi reportada a existência de não conformidade das condições sanitárias de embarcações e atracadouros. O Mapa anunciou a suspensão temporária no dia 26 de dezembro de 2017. A medida entrou em vigor no dia 3 de janeiro.

 

No dia 18 de janeiro, representantes de 14 entidades e de quatro empresas pesqueiras debateram por mais de quatro horas com técnicos do Mapa, sobre o que poderia ser feito para responder aos questionamentos da União Europeia sobre certificação técnica de embarcações e atracadouros. Ficou decidido a criação de um Grupo de Trabalho – integrado por técnicos do Mapa, Inmetro, Secretaria de Pesca e Aquicultura, e representantes das empresas e entidades – para prestar assessoria técnica ao Inmetro na formulação de requisitos para a certificação.

 

De acordo com o Ministério da Agricultura, em 2016, o Brasil exportou US$ 33,1 milhões em pescado. Até 30 de novembro, as exportações de pescado somavam US$ 21,8 milhões.

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